Lígia Vieira
redacao@grupojbr.com
A Operação Trickster, que investigou fraudes no sistema de bilhetagem eletrônica do transporte público no Brasil, chegou a cerca de 40 envolvidos, alguns foram presos preventivamente. A polícia estimou que o esquema desviou mais de R$ 1 bilhão desde 2014. O próprio ex-diretor do DFTrans foi preso por participar da organização do crime.
Os envolvidos inseriam dados falsos no sistema de bilhetagem automática após criarem empresas fictícias para adquirirem os créditos de vale-transporte. À medida que o grupo descarregava o benefício, era gerado um boleto virtual, que não era pago, mas no sistema havia a baixa da quitação. Os bilhetes, então, começavam a circular.
Para evitar essas fraudes no sistema, o novo diretor do DFTrans Marcus Tadeu de Andrade, implementou algumas medidas de prevenção. Foi nomeado um diretor técnico para o sistema de bilhetagem, agora há uma análise automática antes dos pagamentos feitos às empresas e também houve a redução dos cargos políticos no órgão.
Porém, não é difícil ver outras falcatruas relacionadas ao transporte público do DF. Um exemplo é a venda ilegal de vale-transportes na Rodoviária do Plano Piloto, onde homens oferecem passagens para o BRT em frente às catracas e cobram R$ 5 para liberar o acesso com um cartão de uso pessoal.
Um março de greves
Os vigilantes foram os primeiros: 70% dos 20 mil trabalhadores da área em Brasília aderiram a greve. Hospitais, agências bancárias, postos de saúde, parque e escolas foram afetados pela paralisação, que pedia reajuste salarial e era contra as ameaças de retirada de benefícios, como a diminuição de uma hora de descanso para 30 minutos.
Os servidores do Detran também paralisaram algumas funções e pediam que o governo local fizesse um reajuste no salário, atualizasse o auxílio-alimentação e a gratificação de titulação. Outros que também entraram em greve foram os servidores de Assistência Social e Cultural do GDF, que demandaram a realização de um novo concurso, que já teve edital divulgado pela Sedestmidht, e aumento salarial.
Travestis matam cliente antes do programa
Carlos Augusto Lopes Salazar, 35 anos, foi encontrado morto no próprio carro, no Setor Comercial Sul, com facadas no corpo. As autoras do crime foram três travestis – Ashley, Bianca e Cindy – que trabalhavam na região como garotas de programa e eram conhecidas por serem violentas.
Na investigação descobriu-se que Bianca esfaqueou Carlos Salazar depois de uma discussão sobre o pagamento do programa. O homem queria pagar apenas após o serviço, mas as garotas de programa exigiam o pagamento antecipado. Depois do ataque, as três ainda roubaram a carteira e o celular da vítima.
Fórum Internacional para discutir água
A oitava edição do evento internacional Fórum Mundial da Água foi sediada em Brasília e levou mais de 120,5 mil visitantes de 172 países diferentes e 8 mil congressistas, ao complexo que continha estandes, painéis e atividades de conscientização. Um dos temas mais discutidos na semana do evento foi como superar a crise hídrica no DF, já que, na época, Brasília passava pelo racionamento devido ao baixo nível dos reservatórios que a abastecem.
Muitos palestrantes consideram que o principal problema do futuro da água é a má gestão desse bem. Portanto, a importância do evento era criar uma rede de compartilhamento de ideias para aproveitar experiências bem-sucedidas, como Israel, que mesmo no meio do deserto consegue plantar bananas e outras frutas tropicais com água tratada, limpa e reutilizada.
Falta de espaço nos cemitérios
No início de 2018, os cemitérios do Gama e de Taguatinga estavam esgotados. Não há mais espaços para sepultamento nestes dois locais, então estão sendo exumados os corpos que obtiveram enterro social. Porém, essa medida não resolve a falta de espaço, já que, em Brasília, a média de enterros por mês é de 900 corpos e não há crematórios na cidade.
Os outros cemitérios do DF também estão com os dias contados. O maior de todos, o Campo da Esperança na Asa Sul, tem vida útil de 2 ano e meio. Já o de Planaltina deve ficar impossibilitado de receber mais caixões nos próximos 6 meses. O de Brazlândia ainda dura 6 anos, e o de Sobradinho, 7.
Mãe e padrasto matam criança
O pequeno Henzo Gabriel da Silva morreu aos dois anos e 11 meses. Os autores do crime foram a própria mãe, Luana Alves de Oliveira, 21 anos, e o padrasto Wesley Messias de Souza, 23. Conforme apurado pela Polícia Militar, os dois enrolaram a criança num cobertor e depois socaram, pisaram e chutaram-na, porque o pequeno estava chorando.
Depois que os pais fizeram essa maldade com o menino, o colocaram na sala para dormir. Segundo o padrasto e a mãe, ele ainda estava vivo neste momento. Porém, o pai de Wesley encontrou Henzo sem respirar na madrugada, e, quando a família o levou para o hospital, os médicos não puderam mais ajudá-lo.