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Brasília

Retrospectiva 2018. Ex-secretários de Saúde na prisão

Arquivo Geral

07/01/2019 7h00

Atualizada 06/01/2019 17h41

Elias Fernando Miziara e Rafael Barbosa. Foto: Valter Campanato/ABr

Lígia Vieira
redacao@grupojbr.com

Os dois ex-secretários da Saúde Rafael Barbosa e Elias Miziara foram presos em 30 de novembro. As investigações indicam que as fraudes em contratos, quando os dois estavam à frente da pasta, somaram mais de R$ 2,2 bilhões aos cofres públicos.

A dupla comandou a Secretaria de Saúde (SES-DF) durante o governo de Agnelo Queiroz (PT) e é suspeita de cometer crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, fraude em licitação e organização criminosa. No dia da prisão dos ex-secretários, foram cumpridos 44 mandados de busca e apreensão no DF, Rio de Janeiro e São Paulo.

Entre os alvos, além de Rafael Barbosa e Elias Miziara, foram presos, em Brasília, Edcler Carvalho Silva, diretor comercial de uma empresa de produtos hospitalares; José de Moraes Falcão, ex-subsecretário de Saúde do DF; Renato Sérgio Lyrio Mello, ortopedista, ex-coordenador de Ortopedia da Gerência de Órteses da SES-DF; e Vicente de Paulo Silva de Assis, ex-diretor da Diretoria de Assistência Especializada da SES-DF.

Um dos privilegiados pelo esquema foi o Grupo Iskin, também alvo na Operação Lava Jato. Por causa de compras nas empresas vinculadas ao grupo, atualmente, no DF há em estoque órteses e próteses pouco relevantes até 2056, que foram adquiridas com a justificativa de que eram urgentes.

Desafios em diferentes áreas

Saúde foi um dos principais pedidos da população durante as eleições e uma das promessas feitas pelos candidatos a cargos públicos no DF. É também um dos maiores obstáculos, já que a pasta coleciona reclamações de falta de medicamentos, leitos fechados e demora para atendimento.

O carro-chefe de propostas políticas nesta eleição foi a Educação. Entre déficit de vagas, gestão de recursos humanos e problemas nas estruturas dos colégios, os eleitos vão ter que traçar estratégias para melhorar o desempenho da capital federal no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, que obteve resultado insatisfatório entre 2015 e 2017.

Outro tema que precisa receber bastante atenção dos governantes é a mobilidade urbana. Os usuários de transporte público reclamam da lotação dos veículos nos horários de pico e do preço dos bilhetes. Enquanto os ciclistas pedem por mais segurança e conexão entre as ciclovias.

Sem merenda e sem cantina

Alegando atraso no pagamento, cerca de 4 mil funcionários terceirizados da limpeza e merenda das escolas públicas do DF fizeram greve de três dias. Os alunos, então, sofreram sem a distribuição de refeições nos colégios, o que afetou aqueles que têm a alimentação escolar como a principal fonte de nutrição.

Enquanto isso, nas cadeias do DF, a Subsecretaria do Sistema Penitenciário do DF afirmou que iria fechar gradativamente as cantinas de dentro dos presídios. Os detentos recorrem a elas para comprar produtos de higiene e alimentos a mais do que recebem. A decisão provocou ameaça de rebelião, até que o Tribunal de Justiça do DF suspendeu essa medida uma semana depois.

Golpista do Tinder

Pelo menos 100 pessoas foram vítimas de Patrícia Coutinho Pereira, 29 anos, incluindo homens e mulheres. Ela se apresentava como empresária e modelo fitness nas redes sociais, principalmente Tinder e Facebook, e chantageava os contatos depois que obtinha confiança deles.

Mesmo depois de ter sido condenada, ela não parou de praticar as extorsões e foi presa. Em um dos casos, Patrícia conseguiu R$ 50 mil com uma vítima. Em outro, ela dizia para a mulher extorquida que iria divulgar o relacionamento delas se não recebesse uma quantia em dinheiro.

Hotel Nacional vai a leilão

O Hotel Nacional, inaugurado em 1960 para ser o maior hotel da cidade à época, foi arrematado por R$ 93 milhões, quantia que será paga parcelada pela empresa Incorp Empreendimentos Imobiliários, depois de três tentativas frustradas. A princípio, o lance mínimo seria de R$ 129,6 milhões para conseguir pagar parte das dívidas adquiridas depois da falência da Petroforte.

Quando inaugurado, há 60 anos, o Hotel Nacional era conhecido por receber os eventos sociais mais badalados da cidade. Até a rainha Elizabeth II fez parte da história do local, pois foi a primeira a se hospedar na suíte presidencial. Depois que o dono José Tijurs morreu, a administração passou para os filhos e netos dele – foi quando o hotel começou a ter dificuldades financeiras.

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