Lígia Vieira
redacao@grupojbr.com
O mês de abril foi preenchido com embates entre universitários, Ministério da Educação (MEC) e Universidade de Brasília (UnB). Os estudantes, ao lado de professores, servidores e demais funcionários da instituição, protestaram, ocuparam o prédio da Reitoria e chegaram a decretar greve no período.
A UnB alegou que faria cortes, o que incluiu demissões de terceirizados e aumento no preço das refeições no Restaurante Universitário. Essas medidas foram tomadas, pois os repasses vindos do Governo Federal não conseguiriam fazer com que o centro de ensino terminasse saísse do vermelho. A universidade estimou que começaria 2019 com um déficit de R$ 92,3 milhões.
O MEC, no entanto, rebateu os apontamentos da UnB comprovando que a instituição iria receber R$ 63 milhões a mais se comparado a 2017. Também afirmou que, em abril, a universidade já tinha recebido 60% do repasse previsto no ano, então, não poderia dizer que estava sem verbas para continuar funcionando.
Para enfrentar o cenário, a UnB teve que realizar esforços, como ajuste nos contratos de prestação de serviço, redução de subsídios ao Restaurante Universitário e descentralização dos contratos de estágio, que passaram a ser vinculados a unidades acadêmicas e administrativas. Com isso, a universidade estima que vai gerar uma receita R$ 50,8 milhões, valor que ainda não cobre todo o déficit.
Tremor assusta brasilienses
Quem estava na zona central de Brasília, em 3 de abril, sentiu o chão e as estruturas dos prédios tremerem, por conta de um terremoto de magnitude 6,7 na Escala Richter, com epicentro no sul da Bolívia. Apesar de não ter tido nenhuma ocorrência no local, o susto levou os brasilienses a evacuarem rapidamente os edifícios. Esse abalo sísmico trouxe à tona que não há normas técnicas para construções à prova de tremores no País.
Depois desse sismo, não foram sentidos, nem catalogados, pelo Observatório Sismológico, novos abalos na cidade. Nos estados próximos – Goiás e Minas Gerais – houve pequenos tremores de terra nos últimos seis meses, mas nada que ultrapassasse 2,9 de magnitude na Escala Richter.
Um hospital público para os animais
O Hospital Veterinário Público do DF (HVet), localizado em Taguatinga, iniciou as atividades em abril e atende diariamente em média 70 animais domésticos. O local oferece serviços gratuitos de clínica médica geral, cirurgia geral de tecido mole, anestesia, exames laboratoriais, raio-x e ultrassom.
A gestão é feita por uma entidade sem fins lucrativos, a Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais. Atualmente, são 22 profissionais que atuam no hospital, entre eles veterinários especializados em cirurgia, anestesia e ultrassonografia.
Tentativas de arrumar o trânsito de Águas Claras
O Detran tenta desafogar o trânsito de Águas Claras desde abril. Naquele mês, semáforos foram instalados na rotatória do Unieuro e o sentido das ruas 36 e 37 foi alterado.
Passados 35 dias da instalação dos semáforos e depois de o Detran realizar testes no fluxo de trânsito na região, os equipamentos foram ligados. No primeiro dia de teste, os moradores reclamaram das mudanças e disseram que o engarrafamento piorou. Então, o departamento colocou um horário para os semáforos funcionarem: eles ficam desligados das 16h30 às 23h30.
Casal centenário fica junto em hospital
A história de amor de Francisco Fernandes de Alencar, 103 anos, e Sebastiana Coelho de Matos, 101, emocionou a cidade. Os dois passaram 10 dias lado a lado, na enfermaria do Hospital Regional de Samambaia. A esposa foi internada depois de uma hiperglicemia e dias depois, o marido, que sentiu falta da mulher e estava se recuperando de uma gripe forte, começou a ter problema nos rins.
O casal ficou junto por 80 anos e construiu uma grande família: são 12 filhos, 50 netos, 40 bisnetos e oito tataranetos. Dona Sebastiana faleceu em 11 de setembro, mas o amor de seu Francisco continua. Ela foi diagnosticada com uma doença pulmonar e não resistiu. Segundo família, a morte foi em decorrência de falência de órgãos.

Breno Esaki/Cedoc/Jornal de Brasília
Confusão para contratar funcionários no IHB
O ministro presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), João Batista Brito Pereira, liberou dois certames a favor do Instituto Hospital de Base (IHB), em abril. Com isso, poderiam ser feitos concursos e licitações para convocar novos profissionais para trabalhar no hospital.
Um edital de concurso para contratar 708 pessoas havia sido divulgado em janeiro, porém, o Tribunal regional do Trabalho (TRT) o suspendeu. E, até hoje, continuam os trâmites na Justiça para regularizar as novas contratações no instituto, que foi criado em janeiro de 2018.
Pedreiro recebe e não faz obras
O pedreiro Paulo César Lautert, conhecido como “Gaúcho”, foi investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal por estelionato. Pelo menos sete vítimas fizeram denúncias e afirmaram que ele pedia pagamento adiantado e sumia sem completar os serviços prometidos, até quando o acordo se dava por meio de contratos formais.
As vítimas de Gaúcho aguardam a devolução do dinheiro, que em alguns casos chega a R$ 2,3 mil. Uma delas moveu uma ação judicial contra o suspeito, que não compareceu à audiência.