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Brasília

Retrospectiva 2018. Acidente grave, prédio implodido, adoção temporária foram destaques de agosto

Arquivo Geral

02/01/2019 7h00

Atualizada 01/01/2019 23h46

Foto: Kléber Lima/ Jornal de Brasilia

Lígia Vieira
redacao@grupojbr.com

Um por cento dos presos que conseguem liberação para saídas temporárias não retorna às celas do DF. A proporção é pequena, já que, em 2017, dos 9.455 liberados, somente 99 não retornaram. Em 2018, os presidiários foram beneficiados nove vezes com os saidões e pelo menos 15 deles cometeram crimes durante o período. Apesar de serem minoria, os estragos provocam uma reflexão em torno do benefício.

O fim de semana do Dia dos Pais foi marcado por crimes cometidos por presos beneficiados com a liberação temporária. No sábado, Paulo Brás de Oliveira Júnior, 23 anos, roubou, fez uma família de refém e provocou um acidente no Eixão Sul, que matou três pessoas – duas faleceram na hora e um idoso foi socorrido em estado grave, mas morreu no hospital.

Desde junho, Paulo saía diariamente do Centro de Progressão Penitenciária no início do dia e voltava à noite. No período, não houve nenhum registro de indisciplina ou crimes. Depois do acidente, ele voltou ao regime fechado e responde por três homicídios culposos e seis lesões corporais.

Ainda no Dia dos Pais, um presidiário liberado se envolveu em uma tentativa de estupro na Estrutural. Em junho, um dos envolvidos em um assalto a uma farmácia cumpria pena por roubo. E em maio, um condenado a 12 anos e fugitivo de saidão foi preso se passado por policial.


Adoção temporária começa a sair do papel

É direito da criança e do adolescente ter uma família e um lar. No DF, cerca de 380 menores vivem em 15 casas de acolhimento. Para amenizar as consequências do abandono dessas crianças será implementado o serviço de família acolhedora na capital federal.

O programa Família Aconchegante será destinado para crianças de até 6 anos de idade. No momento, o processo ainda está na capacitação de quem deseja acolher esses pequenos. Serão 30 famílias selecionadas. O responsável deve ter mais de 25 anos e não estar cadastrado no Cadastro Nacional de Adoção nem possuir antecedentes criminais.


Prédio polêmico é implodido Vicente Pires

Foi implodido o prédio em Vicente Pires em que parte da estrutura desabou e causou a morte do técnico em edificações Agmar Silva, 55 anos. A demolição foi um pedido da Defesa Civil em outubro de 2017, que embargou a obra na mesma época depois da fatalidade. Antes disso, a Agefis já tinha autuado a obra em 2016.

O custo da implosão foi estimado em R$ 200 mil, que foi pago pelo próprio dono do terreno. No dia, ruas internas da região administrativa foram interditadas a um raio de 200 metros do edifício, e os moradores de residências próximas tiveram que desocupar as casas.

 


Casa abandonadas viram esconderijo

Casas vazias, com muros altos e portões que restringem a visibilidade são cenários perfeitos para servir de esconderijo de drogas e objetos furtados. Samambaia foi uma região que sofreu com essa prática e os policiais da área conseguiram identificar algumas das invasões domiciliares.

De acordo com a polícia, os criminosos entram nas residências arrombando o cadeado. Eles ainda tiram as placas de venda ou aluguel. Ou, então, um grupo paga o aluguel e divide o espaço com outros bandidos para esconder os objetos adquiridos de forma ilegal.


Flor do Cerrado reaberta

A Torre de TV Digital foi o último monumento criado por Oscar Niemeyer no DF. Também conhecida como Flor do Cerrado, a torre de 182 metros de altura foi reaberta em agosto, depois de dois anos fechada devido a problemas na estrutura, como indícios de corrosão na estrutura e trincas grandes na fachada do prédio.

Desde a reinauguração, o ponto turístico funciona apenas aos fins de semana e feriados, sempre das 9h às 18h. A entrada é gratuita e os grupos, que têm até 27 pessoas, são montados por ordem de chega

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