Fábio Magalhães
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O primeiro dia de aula do ano letivo da rede pública de ensino foi tumultuado para a maior parte dos 500 mil alunos. A falta de professores e as reformas que não se finalizaram em tempo hábil foram os principais fatores que contribuíram para que muitos estudantes voltassem para casa sem ao menos entrar na sala de aula. Além disso, um assunto que chamou a atenção de toda a comunidade escolar, e provocou um clima de incertezas, foi o projeto Currículo em Movimento da Educação Básica. A proposta divide o ensino em ciclos e será implementanda, inicialmente, em cinco cidades do DF, a depender da opção das escolas.
Durante o dia de ontem, em todos os turnos, várias escolas tiveram transtornos ocasionados por obras inacabadas. No Centro de Ensino Médio (CEM) Elefante Branco, na 908 Sul, 25 salas de aula continuaram em reforma e parte do piso ainda não havia sido refeito. Pela manhã, os alunos foram liberados. À tarde, a cena se repetiu com direito a pronunciamento da diretora Joselma Ramos Moura, explicando o porquê de não haver aula.
Se não bastasse o problema de estrutura, a situação se agrava com a falta de professores de Filosofia, Inglês, Português, Sociologia e Matemática. Estudante do segundo ano do Ensino Médio, Denise Gomes da Silva, 16 anos, lamenta a precariedade do ensino.
“Nos explicaram que a escola ainda está em reforma e que faltam professores, mas que já foram convocados. A justificativa para nos liberar é que só tiveram um mês para arrumar a escola. Isso é triste”, diz.
Aluna do terceiro ano do Ensino Médio, Geovana Macedo, 15 anos, reclama que todo início de ano os alunos passam por estes problemas. “Já acostumamos com isso porque todo ano é a mesma coisa. Ano passado, por exemplo, fiquei sem professor de física por um bom tempo”, conta.
A situação se repete em outras instituições públicas de ensino do DF. Avó de aluna de uma escola do Guará, Maria de Fátima dos Santos diz que o problema é o mesmo: “Está faltando professores em todas as cidades. Acredito que falta mais investimento ou mais gestão para acabar com isso”, opina.
Na Cidade Estrutural, onde as escolas são relativamente novas, a falta de professores também se faz presente. No entanto, não houve a dispensa de alunos. Segundo diretores, as vagas deverão ser preenchidas ainda hoje.