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Brasília

Reta final de novela muda rotina de muita gente no DF

Arquivo Geral

18/10/2012 7h39

Lucas Dutra
Lucas.lavoyer@jornaldebrasilia.com.br

A morte de Max, o destino de Carminha e a paternidade do filho de Suele, na reta final de Avenida Brasil, mostram o poder de influência da teledramaturgia na cultura e no cotidiano brasileiro. Impactante de norte a sul, a novela transmitida em horário nobre pela Rede Globo pode acarretar mudanças na rotina dos telespectadores mais fiéis. No Distrito Federal, a repercussão não é diferente.

Com a última semana de transmissão anunciada, é possível encontrar pessoas que deixam de marcar compromissos por volta das 21h, ou que simplesmente se ausentam das demais responsabilidades sociais para permanecerem em frente à telinha. A Rede Globo transmite o último capítulo da novela amanhã, às 21h.

Mesmo com a iminente sensação de déjà vu promovida pela sequência de situações presente em praticamente todas as últimas novelas de sucesso – morte misteriosa de um personagem chave, movida por uma dúzia de suspeitos, acompanhada de revelações esclarecedoras –, Avenida Brasil tem se destacado e somado pontos recordes no Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope).

Na última segunda-feira, a novela atingiu 49 pontos de audiência e manteve o recorde alcançado semana passada. Para ilustrar a repercussão da obra dirigida por João Emanuel Carneiro, o jogo Brasil x Japão, transmitido na última terça-feira, somou apenas 13 pontos.

Televizinho
O poder de Avenida Brasil também pode ser descrito por uma série de situações promovidas pelos telespectadores. Para não perder um capítulo da reta final da novela, a corretora de imóveis Elsa Maria de Carvalho, 30 anos, levou uma televisão para viajar em família, há uma semana.

“Fui para Serra da Mesa (GO) e tive que levar a TV. Mas, na hora de montar, a antena quebrou e precisei assistir na chácara do vizinho, que brincou dizendo que iria cobrar R$ 10 de ingresso”, comentou. Prevendo uma catástrofe que a impossibilitasse de acompanhar as tramas de Carminha (Adriana Esteves) e Nina (Débora Falabella), a corretora também levou três revistas de fofoca, camufladas dentro de uma publicação de maior seriedade.

A novela contrariou até os planos de aniversário da internacionalista Juliana Corrêa de Freitas, 23 anos. Movida por dois medos – uma festa vazia e a perda do penúltimo capítulo –, a jovem procurou um restaurante onde houvesse a transmissão para comemorar os 23 anos, completados ontem.

“Como eu acompanho diariamente e teve convidado que falou que só iria depois da novela, procurei um lugar onde passasse, mas estava difícil encontrar. Pelo menos quarta-feira (ontem) passa jogo e a novela acaba mais cedo, não me preocupei tanto”, brincou.
 
Igualmente fiel à novela, a ponto de desmarcar eventos e similares, a estudante Jéssica Nascimento, 20 anos, revelou que não marca mais compromissos no horário de Avenida Brasil. “Já deixei de ir num show que queria muito, para assistir à morte do Max (Marcello Novaes). Também já cheguei atrasada em vários compromissos por conta dessa novela”, revelou.
 

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