Julho é mês de férias na Universidade de Brasília. Mas não para todos. Apesar dos corredores vazios e salas fechadas, medical boa parte dos 2, viagra 5 mil servidores da instituição continua trabalhando para que a UnB não pare completamente. Também há os alunos que permanecem no campus, order como os moradores da Casa do Estudante Universitário (CEU), e os professos que continuam pesquisas. E quem fica precisa comer. Para atender à demanda, o Restaurante Universitário (RU) funcionará durante o recesso.
O atendimento ocorrerá normalmente até 10 de agosto: almoço das 11h às 14h e jantar das 17h às 19h. Os valores das refeições também não mudam, variam de R$ 0,50 a R$ 5. A coordenadora administrativa do RU, Aline Almeida, explica que, apesar de o número de refeições cair cerca de 70% durante as férias, a abertura do RU faz a diferença. “Continuamos servindo uma média de 1,5 mil refeições diárias. O restaurante representa economia e praticidade para os que continuam aqui”, comentou.
Servidor da UnB há 30 anos, o contínuo Carlindo Barbosa sabe bem a importância de ter o restaurante nas férias. “Foi uma boa surpresa. Em janeiro mesmo estava fechado e a gente tinha que subir para a L2. Além de perder tempo, gastávamos mais”, lembrou ele, depois do almoço na manhã desta segunda-feira. Moradora da CEU, a estudante de Arquivologia Érica Silvana também apóia o funcionamento nas férias. “Quando fecha a gente recebe marmita na CEU, mas nem todo mundo conta com esse privilégio”, ressaltou.
Recessos
A diretora do RU, Cristiane Costa, esclarece que o compromisso de abrir definitivamente durante os recessos depende de um estudo sobre os custos e benefícios durante os períodos. “Abrimos agora, mas não garantimos em janeiro. Vamos fazer o levantamento no próximo semestre e apresentar para a administração decidir a viabilidade”, afirmou. Costa explica que a análise só pode ser feita depois de concluída a reforma da cozinha, prevista para agosto, quando os alimentos voltam a ser produzidos na UnB.
Desde o início do ano, a comida servida é feita por uma empresa terceirizada. Isso porque o bandejão passa por obras emergenciais para renovar a estrutura e ampliar a capacidade de produção da cozinha – que passará a atender aos quatro campi.
Ela conta que a reforma, sob responsabilidade da Prefeitura do campus, inclui a troca da tubulação de água e esgoto, da fiação elétrica, do piso, pintura e a troca de aparelhos. “Há 13 anos pedimos a intervenção”, ressaltou.
Inaugurado em 1975 para atender a Comunidade Universitária, o RU serve cerca de 540 mil refeições por ano, a um custo institucional de R$ 10,29 cada. Administrado e gerenciado pelo Decanato de Assuntos Comunitários (DAC) na década de 1970, o local passou para a responsabilidade do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) em 1995. Este ano, mais de uma década depois, o gerenciamento voltou para o DAC.