Uma reserva ambiental em risco. O Parque Ecológico e Vivencial Ponte Alta do Gama tem vários pontos de depósito para entulho. Um deles virou referência em depositar resíduos sólidos pela administração do Gama. O local, em frente ao Posto da Polícia Militar e próximo da Escola Classe 28, é procurado por carroceiros e caminhoneiros. A ideia da administração é aterrar a área com entulho para evitar acidentes de trânsito frequentes na via de acesso do local.
A orientação para quem tiver um entulho de obras próximo de casa é acionar a administração. Mas quando a coleta é feita e o destino final não é o apropriado? Isso é o que acontece no Gama. A área para despejar o resíduo sólido da cidade está sendo feita em uma reserva ambiental.
Acidentes
A justificativa da administração do Gama para a concentração de resíduos sólidos no parque é a questão do grau de periculosidade da pista próxima à área. Segundo o administrador da cidade, Cícero Neildo Furtado, a constante incidência de vítimas da via que caíam na mata era grande. “O objetivo de depositar o entulho é minimizar o problema de vítimas e acidentes graves”, relata.
Neildo ressalta que a cobertura será aterrada e, por fim, gramada. “A terra vegetal e cascalho são caros, por isso optamos pelo entulho primeiro. Assim atendemos a proposta do risco alto de acidentes da pista e salvamos vidas”, afirma. Ele também adianta que a orientação para os carroceiros é despejar os resíduos ali. “Por enquanto, o local serve para depósito de entulho. A expectativa é que em 60 dias o espaço esteja aterrado”, diz.
Para a diretora de Parques do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) Eliana Fortis, a principal dificuldade é achar uma área apropriada. “Temos conhecimento desse espaço no Gama reservado para entulho. O mesmo problema é enfretado em Itapoã e Paranoá. Falta espaço para depositar os resíduos sólidos. Mas o foco deve ser concentrado na conscientização da população”, afirma.
Em boa parte da área verde do Parque Ecológico e Vivencial Ponte Alta há placas de aviso para indicar a proibição de despejo de lixo e entulho. Mas não é isso o que acontece na reserva ambiental. Basta uma visita rápida a região, que é possível encontrar vários pontos de despejo de lixo. O mal cheiro também predomina. Para o guarda nacional da reserva Edson Magalhães, a população também contribui. “A comunidade desorientada vai sentir falta da natureza preservada daqui há 5 ou 10 anos.