Os professores marcaram presença no primeiro
sábado de reposição das aulas da rede pública de ensinodo
Distrito Federal, decease mas nem todos os alunos compareceram às escolas.
Em alguns centros de ensino a frequência ficou em torno
de 50%. Na maioria deles, dosage o calendário de reposição referente
ao período da greve da categoria segue até o dia 13 de julho.
Um dos motivos que justifica as salas vazias, segundo diretores
e professores, é que muitas crianças e adolescentes dependem
de transporte público para ir à escola. O cartão Fácil será
liberado para ser usado nos dias de reposição só depois que os
estudantes apresentarem uma declaração da escola nos postos
de atendimento da empresa.
No Centro de Ensino Polivalente, na Asa Sul, os alunos
que compareceram não estavam felizes em perder o sábado ensolarado.
Gabriel Cosme, 14 anos, está no 8º ano do Ensino
Fundamental e lamentou ter que repor aulas. “Gostaria de aproveitar
o meu dia com alguma atividade de lazer. Nós não fizemos
greve, mas teremos que pagar pelos 17 dias de paralisação.
Por mais que os professores se esforcem, acho que
sempre há perda de conteúdo.”
A tividades
A escola de Gabriel tem 1,2 mil alunos que estudam em período
integral. Ontem, apenas 350 estavam em sala. A diretora
Elizabeth Ferreira acredita que no próximo sábado a frequência
será maior. “Temos muitos estudantes que moram no Guará e
no Núcleo Bandeirante e dependem do cartão Fácil. Sábado
que vem eles estarão aqui também”, disse. “Mas, sabemos que
muitas crianças têm compromissos nesse dia e realmente não
podem vir”, lamentou.
O problema é que o sábado é um dia comprometido com
outras atividades. Alguns alunos trabalham ou fazem cursos
extracurriculares, outros contam com o dia para fazer
pesquisas escolares. Ainda assim, para os professores, a
alternativa adotada acaba sendo a menos prejudicial aos
estudantes. “Sabemos que alguns alunos realmente não podem
vir. A greve prejudica todos, mas contamos a compreensão
dos pais e pedimos que incentivem as crianças a
comparecerem. Acho que é menos invasivo do que se tivéssemos
que repor no recesso de meio de ano”, afirmou Eliane
Alves, coordenadora pedagógica do Centro de Ensino
Médio 12 do P Norte, em Ceilândia. “Para os que realmente
não podem comparecer, vamos programar uma reposição
especial nos dias normais de aula. O objetivo é
repor o que foi perdido na greve”, garantiu Eliane.
O secretário de Educação, José Luiz Valente, esteve em
algumas escolas para acompanhar a reposição. “Estamos
atentos para que o prejuízo seja o menor possível.”