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Brasília

Renovação do transporte público está cada vez mais distante

Arquivo Geral

11/12/2012 9h28

Soraya Sobreira

soraia.sobreira@jornaldebrasilia.com.br

 

 

O brasiliense terá que esperar até junho de 2013 para, finalmente, ver  sair do papel o novo modelo de transporte público do Distrito Federal.  A última previsão dada pela Secretaria de Transportes era março, porém, a justificativa para mais um adiamento é o pedido de recursos das empresas inabilitadas na licitação dos ônibus. Enquanto isso, o cenário não é nada animador. Pesquisa encomendada pela multinacional Siemens colocou Brasília na pior posição entre as 17 maiores cidades latino-americanas no quesito transporte.

 

Apesar de estender o prazo, a secretaria argumenta que o processo corre dentro do previsto. “Este é um processo que deve obedecer aos trâmites legais. Portanto, estas empresas têm o direito de recorrer, apesar de terem sido desclassificadas por não cumprir a exigência do edital”, argumenta o subsecretário de Políticas de Transporte, Luiz Fernando Messina. “Nós também   gostaríamos de estar em ritmo mais acelerado”, completa.

 

Os candidatos à licitação mantêm o interesse no certame. O Consórcio Brasília foi inabilitado por ter a certidão de débitos cancelada pela Receita Federal. A Viplan, por não apresentar todas as certidões exigidas. Já o Consórcio DF entregou balanço em desacordo com edital. As empresas Santos&Pradela e Rio Preto  não tinham um atestado técnico homologado, e a Vera Cruz estava fora das exigências do processo licitatório.

 

Expectativa

Os recursos foram apresentados à Comissão de Licitação para análise. “Nesta semana ainda, o secretário de Transportes se manifestará a respeito do resultado. Ele vai homologar ou não o posicionamento da comissão”, informou. Por enquanto, foram habilitadas apenas três empresas: Cidade Brasília, Pioneira e São José. 

 

O edital propõe a divisão do DF em cinco bacias e estabelece que cada concorrente deve controlar apenas uma delas. “O governo  sabe que o transporte coletivo merece uma reformulação e não apenas de remendos”, diz o subsecretário. A licitação prevê 2,6 mil novos ônibus com padrão, inclusive, de emissão de poluentes. Dessa forma, 80% da   frota será renovada.  A expectativa do novo modelo é de que a arrecadação em um período de 20 anos ultrapasse os R$ 16 bilhões.

 

O Governo do Distrito Federal fará um chamamento público para preencher dois lotes que restaram. Ainda não há data para apresentação das propostas. “Novos operadores preencherão a licitação e logo este processo será concluído”, afirma o subsecretário.

 

Leia mais na edição impressa desta terça-feira (11) do Jornal de Brasília.

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