Lucas Dutra
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Apenas algumas horas sob chuvas consideradas mais intensas foram suficientes para expor a fragilidade estrutural do Distrito Federal, em vários setores. O aeroporto ficou congestionado, com o acúmulo de até 36,4% de voos atrasados e com a inusitada formação de engarrafamento na pista de decolagem – pelo menos 12 aeronaves protagonizaram uma fila indiana, na tarde de ontem. A Companhia Energética de Brasília (CEB) recebeu mais de duas mil chamadas por conta de áreas sem luz e o trânsito de várias vias sofreu com lentidão intensificada por condutores receosos.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), entre a madrugada e às 9h de ontem, as chuvas acumularam volume superior a 71 milímetros de água, o que representa cerca de um terço dos 231 milímetros esperados para novembro. O instituto emitiu um alerta de risco de tempestade para ocorrer hoje, ocasionada por massa de ar quente e úmida em formação no DF.
No Aeroporto Internacional de Brasília, Juscelino Kubitschek, o mau tempo registrado pela manhã forçou aeronaves a operarem com instrumentos para auxiliar pousos e decolagens. Até às 21h de ontem, cinco voos haviam sido cancelados e 59 estavam atrasados, de um total de 177. Na véspera e no feriado de Finados, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) estimou que 92 mil passageiros circulariam pelos terminais.
Morte no trânsito
As chuvas também foram responsáveis por pelo menos uma morte no trânsito do DF. Uma mulher de 29 anos morreu após colidir seu automóvel com um poste de concreto, no Pistão Norte, em Taguatinga. O veículo teria rodado antes de atingir a estrutura e chovia no momento do ocorrido. O acidente ocasionou interrupção de energia em algumas áreas de Taguatinga Norte.
Além disso, os sempre complicados trânsitos da BR-040, Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), Estrada Parque Taguatinga (EPTG), descida do Colorado, Eixo Monumental,sofreram congestionamentos.