Marina Marquez
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Os moradores do Setor Habitacional Vicente Pires continuam sem previsão para a regularização de suas casas e comércios na cidade. Com as mudanças de governo no Distrito Federal este ano, o projeto de regularização das invasões, que estava previsto para terminar até julho de 2011, ficou parado e, com ele, grande parte das melhorias que a população de mais de 70 mil habitantes aguarda.
Segundo o cronograma do ex-governador do DF, José Roberto Arruda, ainda este ano as terras que pertencem a particulares e à União seriam compradas pelo GDF e, a partir de então, passariam pelo processo de licitação e venda dos lotes. Todos os estudos imobiliários, de impacto ambiental e preços médios do metro quadrado residencial e comercial já estavam prontos. “O Arruda e o presidente Lula já tinham inclusive assinado uma carta de intenções para a regularização de Vicente Pires. E quem quer que ganhe as eleições terá que tocar esse projeto. É algo que não tem volta mais. Somos uma cidade que precisa disso o quanto antes”, explica o administrador Regional de Vicente Pires, Márcio José de Melo.
De acordo com ele, o projeto parou na quitação do valor das terras que pertencem à União. De alguma forma, todo o processo depende que as terras sejam de posse do DF. As licenças ambientais emitidas pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram) também estão paradas. “Tudo foi feito, as análises, as contas e projeções. Mas muita coisa já mudou do começo do ano para cá. Acredito que, com boa vontade, mesmo que tudo seja refeito, em menos de um ano se regulariza a cidade”.
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