Vinícius Borba
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O ano de 2010 está marcado pelas feridas da catapora. Estatística da Secretaria de Saúde do DF aponta aumento de 42% no número de casos. Em 2008 e 2009 a média era de três mil registros anuais. Este ano, até setembro. já são cinco mil notificações na rede pública de saúde, Autoridades da secretaria afastam a relação direta da disseminação da doença com o clima e suas intempéries.
Apesar disso, o chefe do Núcleo de Doenças Imunopreveníveis e Agudas da Secretaria de Saúde, Ricardo Marins, ressalta que nesta semana final de setembro há um pico de incidência de casos, de acordo com o monitoramento da secretaria. Marins afirma também que a varicela, como é conhecida no meio médico a infecção, é típica de inverno e início de primavera, mas o contágio estaria mais ligado à quantidade de indivíduos em idade de risco que nunca tiveram a doença. “Isto oscila. Tivemos picos em 2005, 2007 e agora. O número vai de acordo com a quantidade de crianças que estão mais suscetíveis”, disse Marins.
Desde o dia 16 de setembro, Harison Melecchi, 42 anos, pai das crianças Hanna, de oito anos, e dos gêmeos Rafael e Ryan, de cinco, está na função de cuidar dos filhos que estão com catapora. Depois que os sintomas da pequena Hanna já estavam passando, os gêmeos começaram a manifestar febre e surgiram as primeiras bolinhas pelo corpo. “Saí do parque num passeio da escola boazinha. Depois passei mal do estômago e pedi pra ir para a enfermaria”, disse Hanna. Ela teve as famosas feridinhas espalhadas pelo corpo. Até que na terça-feira seus irmãos começaram a manifestar os sintomas.
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