Isa Stacciarini
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O ano letivo das escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal inicia com um desafio que não é novo, mas que tem gerado resistência por parte de especialistas, alunos e pais: a política educacional de ciclos de aprendizagem.
O ensino fundamental até o 5º ano não será mais seriado. E o o sistema convencional passará por uma reformulação em que professores e alunos terão de se readaptar. Há oito anos, os dois primeiros ciclos já fazem parte da rotina de todas as escolas públicas. A proposta da Secretaria de Educação (SEDF) é ampliar a forma que vem sendo implementada desde 2005.
Atualmente, a educação infantil e parte do Ensino Fundamental I já são divididos em ciclos. O primeiro se refere às crianças de 0 a três anos de idade, e aos pequenos estudantes com faixa etária de quatro e cinco anos, inseridos no Jardim de Infância.
Já o primeiro bloco do segundo ciclo, denominado de Bloco Inicial de Alfabetização (BIA) – Bloco I – , engloba alunos do 1º ao 3º ano, que também já funciona nessa mesma subdivisão.
Nova proposta
A proposta da SEDF, que já entra em vigor a partir do primeiro dia letivo em cinco unidades regionais de ensino, é implementar um outro bloco, denominado II, no segundo ciclo que vai abranger o 4º e 5º ano do Ensino Fundamental I e permanecer, até 2014, com a seriação do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental II, que a partir do próximo ano daria inicio ao terceiro ciclo. Aproximadamente 70 escolas de Santa Maria, São Sebastião, Recanto das Emas, Núcleo Bandeirante e Guará serão as primeiras a experimentar o sistema. No momento, cerca de 35 mil alunos das cinco regionais serão inseridos no sistema educacional por meio de ciclos.
No momento da avaliação de ano, os alunos do segundo ciclo não serão reprovados. Ao fim do primeiro bloco, para que o estudante possa prosseguir para o bloco II, ele será submetido a uma prova que irá avaliar o aprendizado do educando durante o período. Caso a avaliação seja insuficiente, o aluno fica retido no BIA e continua a alfabetização até alcançar a aprendizagem. Essa fase pode durar um bimestre, seis meses ou um ano. Após esse tempo, o estudante tem autorização para a sequência do ensino no bloco II, mesmo que o ano letivo já tenha sido reiniciado. Do 6º ao 9º ano, a reprovação pode ser retomada por série.
“Foco é o aprendizado”
O secretário de educação, Denilson Bento da Costa, defende a reformulação e diz que o foco da política educacional é a aprendizagem dos alunos e, consequentemente, a redução do índice de repetência. Segundo ele, antes da implementação dos primeiros ciclos, a porcentagem de reprovação no Distrito Federal, ainda nas séries iniciais, era de 16% e, “após quatro anos da experiência que vem sendo experimentada, o índice caiu em 5%”, ressalta.
Segundo o secretário, o DF é a quinta Unidade da Federação a implementar o sistema. Denilson da Costa afirma que o método educacional que está sendo implementado não tem nada de novo e que já existe nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e parte do Mato Grosso do Sul.
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