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Brasília

Reforma vai separar ciclistas e pedestres no Parque da Cidade

Arquivo Geral

02/08/2010 8h09

Mariana Rosa

mariana.rosa@jornaldebrasilia.com.br

 

 

A Administração de Brasília pretende fazer uma reforma para facilitar a vida dos usuários do  Parque da Cidade. O objetivo é  dividir a pista onde circulam pedestres e ciclistas. Em vez de uma, seriam duas, paralelas entre si. Dessa forma, cada um teria espaço único para a prática esportiva. 

 

A ação pretende resolver uma antiga reclamação dos usuários. Constantemente acontecem choques entre pedestres e bicicletas. A situação causa acidentes entre os frequentadores, muitas vezes graves. A Engenharia de Trânsito do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran) fará uma vistoria técnica na região. Pretende averiguar qual será a melhor maneira de dividir as faixas. 

 

A pista de dez quilômetros e cerca de três metros de largura não comporta as três mil pessoas que passam pelo Parque durante os finais de semana, de acordo com a administração local.

 

O mesmo espaço é dividido entre crianças, animais de estimação, pedestres, corredores, bicicletas, patins, skates e triciclos. Para o professor de patins José Neto, 31 anos, pensam muito nos ciclistas e esquecem de praticantes de outras modalidades. “A solução mais viável não é apenas dividir a pista entre pedestres e ciclistas. E sim criar espaços exclusivos para cada modalidade”, afirma. 

 

Maria Clara Amaral, nove anos, é aluna de Neto. Ela tem se dedicado às aulas de patins, mas fica com medo do local. “Tem muita gente. Esbarro nas pessoas e elas em mim. É mais difícil aprender. Preferia que tivesse uma pista só para mim”, comenta.  

 

Neto conta que uma vez foi desviar das pessoas que caminhavam e esbarrou em uma bicicleta. Com a habilidade que possui no patins conseguiu desviar e, por isso, apenas ralou as pernas. “Como o espaço é pequeno, as pessoas caminham uma ao lado das outras, formando um paredão. Isso dificulta a convivência”, explica.

 

Neto trabalha no Parque da Cidade há dez anos dando aulas de patins. Em outra situação, uma de suas alunas, ao desviar de pedestres, se chocou com um ciclista que estava em alta velocidade. “O acidente não foi grave fisicamente, mas a aluna ficou traumatizada depois do ocorrido”, conta o professor. 

 

 

Leia mais na edição desta segunda-feira (02) do Jornal de Brasília.

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