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Brasília

Redes sociais são usadas sem qualquer critério por administrações regionais

Arquivo Geral

02/11/2012 9h00

Isa Stacciarini

isa.coelho@jornaldebrasilia.com.br


A utilização indiscriminada das redes sociais por órgãos do governo não se restringe à Administração Regional de Santa Maria, como mostrou ontem o Jornal de Brasília. Conteúdos que não dizem respeito ao trabalho a serviço da comunidade também estão presentes no Facebook da Administração de Ceilândia. 

 

Logo na página principal  do perfil de Ceilândia, é possível verificar uma série de postagens sobre festas nas quais a página foi marcada e que não têm nenhuma relação com a região. Uma delas é uma festa Halloween com duas mulheres fantasiadas, com conotação sexual. 

 

No último dia 25, o perfil da administração foi marcado em uma imagem sobre uma reunião do Partido dos Trabalhadores (PT), fazendo alusão à legenda partidária a qual o administrador é filiado. 

 

Enquanto isso, a função principal da ferramenta – estreitar a relação com a comunidade – fica em segundo plano. Quem procura a regional pelo Facebook para cobrar a solução de problemas ou sugerir ações costuma ser ignorado. Em um dos casos, um morador do Setor O ressalta, na publicação do último dia 16, que pela oitava vez pedia ajuda para que um campo de futebol fosse limpo. Não obtém nenhuma resposta.

 

O administrador de Ceilândia, Ari de Almeida, reconhece o problema em relação à mensagem do PT. “A administração não é do PT, nem de nenhum outro partido político ou deputado distrital. Ela é da comunidade”, destaca. Em relação à falta de resposta aos moradores pela rede social, Almeida afirma que “se ele manda a demanda pelo Facebook, não significa que o problema será sanado de imediato”.

 

Versão Oficial:


A Casa Civil do DF garante que as  administrações são orientadas a utilizar as redes sociais com responsabilidade e atenção, limitando o conteúdo somente ao que é pertinente ao trabalho,  com atenção às normas. Segundo a pasta, os administradores também são orientados a responder  com agilidade a todas as demandas  pela população.

 

Ponto de Vista:


Segundo a delegada da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, à Ordem Tributária e à Fraudes (Corf), Cláudia Alcântara, normalmente as páginas falsas do Facebook são criadas para  que o responsável possa  praticar estelionato ou  furto mediante fraude. “Nesse caso, eles utilizam a página de um órgão público que, em tese, tem credibilidade para que possam subtrair dados das pessoas que acabam clicando em alguma informação  publicada sem perceber que é falsa. De posse dos dados, os responsáveis praticam uma série de golpe”, explica. A pena para o crime   pode chegar a cinco anos de prisão.

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