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Brasília

Rede de universidades vai apoiar desenvolvimento regional

Arquivo Geral

15/09/2009 0h00

Pela primeira vez, reitores e pró-reitores das cinco universidades federais do Centro-Oeste se reúnem para discutir o papel das instituições no desenvolvimento da região. O encontro começou nesta segunda-feira, 14 de setembro, no município de Chapada dos Guimarães (MT), a 70 quilômetros de Cuiabá. O reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira Brasil, disse que a ideia é formar uma rede integrada para trocar experiências e apoiar a elaboração de políticas públicas do país.


“As universidades federais têm a responsabilidade de contribuir para o desenvolvimento regional. No Brasil, as instituições de ensino ainda não se reúnem com esse objetivo. Por isso, a proposta desse encontro é inédita”, disse o reitor. A iniciativa, acrescenta ele, pretende estimular o intercâmbio estudantil e a formação de redes de cooperação administrativas e acadêmicas.


“O encontro é o momento de discussão de temas comuns e integração de projetos, levando em consideração o desenvolvimento sustentável”, analisa o vice-reitor da Universidade de Brasília, João Batista Sousa. Para ele, os dois dias de discussão vão gerar importantes reflexões e análises sobre as potencialidades individuais e conjuntas de cada instituição, além de apontar rumos para o desenvolvimento estratégico do Centro-Oeste.

Desafios
Hoje, o grande desafio da região é superar os gargalos que dificultam o escoamento da produção. “Precisamos trabalhar com políticas de logística e transporte, além do esforço de agregar valor à matéria-prima que ainda é exportada in natura para ser industrializada em outras regiões”, revela Paulo Roberto André, coordenador da Secretaria de Desenvolvimento do Centro-Oeste do Ministério da Integração Nacional.


Em um momento no qual o governo federal revitaliza a Superintendência Regional do Centro-Oeste (Sudeco), o debate sobre a contribuição das universidades não poderia ser mais oportuno. O coordenador aponta que a academia deve atuar na inovação tecnológica, na criação de indicadores de desenvolvimento e acompanhamento de projetos estaduais e federais. Uma das importantes tarefas dos pesquisadores será traçar uma radiografia econômica e social da região para elaboração de um plano aliando competitividade, qualidade de vida e preservação ambiental.


“As universidades federais têm um papel preponderante no desenvolvimento regional, atuando na superação das contradições sociais. Uma das nossas grandes determinações é a democratização do acesso”, destacou a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Maria Lúcia Cavalli Neder, na abertura do encontro. Ela cita que os desafios da nova etapa do Reuni são a ampliação dos campi, da pós-graduação e de redes de pesquisas.


Fundações
O encontro prossegue até terça-feira, 15 de setembro, e vai debater os projetos das fundações de amparo à pesquisa dos cinco estados e as ações das universidades. Participam das discussões reitores e pró-reitores das Universidades Federais de Mato Grosso (UFMT), de Goiás (UFG), de Mato Grosso do Sul (UFMS), da Grande Dourados (UFGD) e da Universidade de Brasília (UnB), além de diretores presidentes das Fundações de Apoio à Pesquisa (FAPs) de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal; e representantes do Ministério da Integração Nacional.


Da UnB, além do vice-reitor, participam os decanos Wellington de Almeida (Extensão), Márcia Abrahão (Ensino e Graduação), Denise Bomtempo (Pesquisa e Pós-graduação), Pedro Murrieta (Administração e Finanças) e Rachel Nunes (Assuntos Comunitários).

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