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Brasília

Rede de Frio Central chega aos 25 anos como referência técnica para vacinação no DF

Transformada oficialmente em gerência da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS), a Rede de Frio também elabora boletins e normativos de imunização para o DF e capacita servidores das salas de vacina

Redação Jornal de Brasília

29/10/2026 13h49

29.10. rede de frio. foto matheus oliveira agência saúde df

Com controle digital, as máquinas da Rede de Frio emitem relatórios detalhados sobre as temperaturas registradas, aberturas de portas e até sobre picos no fornecimento de energia | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

O Distrito Federal comemora, neste ano, os 25 anos da implantação de uma das unidades mais estratégicas da Secretaria de Saúde (SES-DF): a Rede de Frio Central. Hoje, a unidade coordena 51 imunobiológicos (vacinas e medicamentos de alta precisão) e a aplicação de quase 3 milhões de doses ao ano.

Transformada oficialmente em gerência da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS), a Rede de Frio também elabora boletins e normativos de imunização para o DF e capacita servidores das salas de vacina. Além disso, desenvolve um papel importante em campanhas antirrábicas e na distribuição de soros, como os antivenenosos. 

Desde a sua criação, em 2011, a gerência chama a atenção, principalmente, por sua evolução técnica. Na sede da Rede de Frio Central, há 18 câmaras científicas e uma câmara frigorífica com 63 metros cúbicos, todas capazes de manter temperaturas constantes de +2ºC a +8ºC. Além disso, o local conta com quatro refrigeradores científicos que podem manter -90ºC.

Vacinas bem-cuidadas

Esse controle de temperatura é importante quando se trata de vacinas, explica a enfermeira Karine Araújo: “O imunobiológico é termolábil. Isso significa que pode ser degradado se ficar em um ambiente inadequado ou com grandes variações. Por isso, temos equipamentos para garantir a preservação e planos de contingência caso o sistema falhe”. 

Com controle digital, as máquinas emitem relatórios que apresentam informações detalhadas sobre as temperaturas registradas, aberturas de portas e até se houve falhas ou picos no fornecimento de energia. A estrutura possui rotinas de manutenção preventivas e preditivas, a fim de garantir seu funcionamento. 

No quadro de servidores, são 31 profissionais de áreas diversas: motoristas, analistas de políticas públicas, médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e farmacêuticos. O modelo integrado do DF já foi observado pelo Ministério da Saúde e começa a servir de exemplo para estados e municípios brasileiros, em busca de uma gestão integrada da política de vacinação.

*Com informações da Secretaria de Saúde

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