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Brasília

Recuperação dos parques depende da superação de desafios

Arquivo Geral

18/03/2013 8h50

Superar desafios. Este é o caminho para reverter a degradação das  unidades de conservação do Distrito Federal  constatada pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram). Como  mostrado na edição de ontem do Jornal de Brasília, a degradação atinge 41% da área dos parques.  Uma das primeiras medidas a serem implementadas é estimular a  população a frequentar os espaços verdes, para que o cidadão seja o principal fiscal dos órgãos ambientais. Também é necessário monitorar melhor as áreas e, para isso, o governo aposta em imagens de satélite e até pilotos voluntários, como os praticantes de ultraleve.

 

Mas mesmo antes de fazer um amplo levantamento pelo Projeto Mapear,  a Secretaria de Meio Ambiente já tinha uma carta na manga para recuperar os espaços verdes. Em 2011, foi lançado o Programa Brasília, Cidade Parque, para reverter os efeitos da degradação ambiental. Empresas que precisem fazer compensação ambiental investem na construção de infraestrutura destas áreas de conservação.

 

Recursos

São estimados R$ 100 milhões em investimentos em 32 parques. Enquanto isso, a pasta possui apenas R$ 1,5 milhão anual de recursos próprios para a manutenção dos espaços. De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Eduardo Brandão, o problema da escassez de recursos está sendo resolvido. 

 

“Independentemente de qualquer gestão, esse projeto vai permanecer, porque os recursos são oriundos de compensações ambientais. Portanto, nós criamos uma ferramenta permanente. Os recursos não são do orçamento, nem de emenda de ninguém, os recursos são para o Meio Ambiente”, explica o secretário.

 

Desconhecimento

Levar a população para os espaços verdes será fundamental para a política de recuperação dos parques, entendem as autoridades. “O primeiro passo é colocar o que a gente chama de cerca horizontal, uma coopervia. Apenas a cerca normal não resolve, porque os vizinhos do local não respeitam. Quando você coloca esses equipamentos,  dá o sentimento de posse para a população, que passa a ser nossa maior fiscal”, aposta o secretário de Meio Ambiente, Eduardo Brandão.

 

O desconhecimento da população sobre os parques dificulta a preservação, segundo Brandão. “Eu desafio a população a dizer o nome de 30 desses parques que estão sendo monitorados. Muitas vezes quem mora ao lado não sabe que existe um parque vizinho. Mas não é culpa deles, é falta de que se diga que existe aquele espaço e que se coloque em condições de receber a população”, justifica.

 

O superintendente de Áreas Protegidas do Ibram, Pedro Salgado, afirma que a recuperação é possível, mas é um processo de longo prazo. “Não temos a intenção de resolver o problema em poucos anos, mas no próximo Mapear já será possível ter uma área reflorestada. Veremos uma mancha verde muito maior, graças à compensação ambiental”, disse.

 

Leia mais na edição digital do Jornal de Brasília desta segunda-feira (18). Para conferir, acesse www.clicabrasilia.com.br/edicaodigital

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