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Brasília

Reajuste da tarifa de água pode ser de 13,4%

Arquivo Geral

11/02/2012 7h13

Marcelo Vieira
marcelo.vieira@jornaldebrasilia.com.br

 

Oreajuste da tarifa de água, que entra em vigor a partir de 1º de março,  pode ser superior ao índice de 7,16% anunciado  pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Ambiental (Adasa). Em audiência pública realizada pelo órgão, a diretoria da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) alegou ser necessária a correção em  13,4%. Isso por conta da não cobertura de investimentos feitos pela concessionária  desde 2008, que somam R$ 198 milhões. O governador Agnelo Queiroz tem até o dia 28 de fevereiro para decidir qual será o índice de reajuste. No ano passado, a água ficou mais cara 6,5%.

 

 Ontem mesmo, o governador Agnelo Queiroz recebeu as diretorias da Adasa e da Caesb para se inteirar dos índices  de reajustes propostos. Agnelo terá de decidir se incluirá ou não os custos de investimentos da Caesb feitos nos últimos quatro anos.  Durante a audiência pública de ontem, o  assessor de Modernização da Caesb, Marcelo Teixeira, fez uma longa explanação sobre a não inclusão das revisões tarifárias da concessionária, que englobam os custos provenientes dos investimentos não repassados no reajuste do ano passado.  Ele explicou que o índice de 13,4%   é o mínimo necessário para que a Caesb não opere, este ano, com deficit orçamentário, o que, segundo ele, pode comprometer o abastecimento de água no DF e levar a concessionária a racionar o consumo hídrico. 

 

Caso o governador Agnelo Queiroz  decida pelo índice de 13,4%, os mais atingidos pelo reajuste, bem acima da inflação da 2011, de 6,07% calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), serão as indústrias, o comércio e os órgão públicos, maiores  consumidores de água no DF. Segundo o assessor de Modernização da Caesb, o consumidor pessoa física “não sentiria tanto no bolso o reajuste”, mas lembrou que a economia no uso do dia a dia da água ainda é o melhor caminho para evitar  contas futuras com valores bem superiores à média de consumo atual.     

 

Qualquer que seja o índice de reajuste, o aumento repassará ao consumidor os custos da Caesb com o pagamento do bônus de desconto para aqueles que economizaram água. Ou seja de uma forma ou de outra, os consumidores do Distrito Federal acabarão pagando pelo benefício concedido ano passado.

 

 Em 2011,  a Adasa desembolsou R$ 6,5 milhões em bônus para os consumidores que economizaram pelo menos 20% de água. De acordo com a Adasa, o repasse do bônus tem por objetivo preservar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão com a Caesb. O diretor de Engenharia e Meio Ambiente da Caesb, Cristiano Magalhães Pinho, afirma que o bônus não comporta custos que a concessionária tem com fornecimento de água para todo o Distrito Federal.

 

Leia mais na edição impressa deste sábado (11) do Jornal de Brasília.

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