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Brasília

Rapaz mata pai a facadas em Ceilândia

Arquivo Geral

09/02/2015 7h04

Um rapaz de 19 anos é suspeito de matar o próprio pai a facadas, após uma discussão. A briga aconteceu no Condomínio das Acácias, no Setor Habitacional Sol Nascente, em Ceilândia, por volta das 23h do último sábado. Preso na manhã de ontem, o jovem alega que cometeu o crime para defender a mãe.

De acordo com a polícia, a mãe do rapaz tinha um conturbado relacionamento, de mais de 20 anos, com a vítima. Há cerca de um ano, eles teriam ido morar juntos e o homem teria se tornado ainda mais violento, agredindo-a   e até estuprando-a. 

Após tomar conhecimento de duas situações em que a mãe teria sido estuprada na última semana, o filho teria se enfurecido e, utilizando a mesma faca que o pai teria usado para ameaçar a mulher durante o ato sexual, teria matado o homem com cerca de dez facadas. 

Corpo

Não havia mais ninguém em casa. Após assassinar o pai, A.S.S., de 19 anos, teria colocado o corpo do panfleteiro E.S.V., de 45 anos, dentro do carro dele, um VW Polo de cor verde, e dirigido até uma área descampada. O local fica no Condomínio Buriti, há cerca de 1km de   casa. Ali, teria abandonado o veículo com os faróis acesos e subido a rua correndo. No meio do caminho, teria jogado a faca utilizada no homicídio no mato. 

Uma vizinha achou a movimentação estranha e foi até o carro. Ali, encontrou a vítima no banco do passageiro, ensanguentada. “Eu achei que ele estava apenas machucado e ainda o sacudi, para ver se esboçava alguma reação. Quando percebi que estava morto, comecei a gritar os vizinhos. Em seguida, chamei a polícia”, conta a dona de casa G.S.,   40 anos. 

Assim que identificaram a família da vítima, agentes da 19ª DP foram até a casa, onde o filho teria confessado   o crime. Fernando Fernandes, delegado  que investiga o caso, diz que o rapaz não demonstra arrependimento e   já possui   13 passagens pela polícia por roubo, furto e porte ilegal de arma. “A mulher   tentava se separar há algum tempo, mas o companheiro não aceitava. Segundo ela, ele era ciumento e agressivo, características que pioravam quando bebia”, comenta.

Mulher denuncia ameaças
Na delegacia, o jovem disse estar “cansado de ver a mãe sofrer”. “Desde os meus 15 anos acompanho as agressões. Eu o avisei várias vezes que se isso não parasse iria matá-lo”, afirmou.  O pai dele, por sua vez, acumulava seis passagens pela polícia por agressão. A última havia sido registrada  poucas horas antes do homicídio.  
 
A mãe de A.,  jornaleira de 39 anos,   diz estar desnorteada. “Não sei o que pensar,  o que fazer. Não sei se vou  ao enterro. Me sinto culpada pelo meu filho e ao mesmo tempo continuo com medo. Estou sendo ameaçada pela família do meu ex-companheiro”, denuncia. 
 
Por volta das 17h, o irmão do homem assassinado chegou à casa da vítima. Visivelmente alterado,   disse que a mulher não havia comunicado a família sobre o ocorrido e que tudo aconteceu porque ela “não soube educar os filhos”. 
 
Agora, o jovem deve responder por homicídio doloso, quando há intenção de matar. O crime está previsto no artigo 121 do Código Penal, com pena prevista de seis a 20 anos de prisão. Porém, segundo a lei, “se o agente comete o crime  sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço”.
 
Morto pelo sobrinho
 
Outra morte envolvendo uma família foi registrada ontem  na AR 13, Setor Oeste de Sobradinho. De acordo com a polícia, Eduardo Sudário de Sousa, de 39 anos, teria sido esfaqueado pelo próprio sobrinho, durante uma discussão. A vítima chegou a ser levada ao Hospital Regional de Sobradinho (HRS), mas não resistiu aos ferimentos.
 
A Polícia Militar   não teve conhecimento sobre o motivo da briga. O suspeito foi preso em flagrante, enquanto o tio  ainda era transportado para o HRS. O rapaz  foi encaminhado para a 13ª DP, em Sobradinho.

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