Amanda Karolyne
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Com um histórico de crimes praticados na adolescência, que envolvem assassinato e tráfico de drogas, Iago Rodrigues de Andrade, 18 anos, foi preso por tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte) e roubo. Segundo a polícia, ele agiu em duas sorveterias na Quadra 309 do Recanto das Emas. Em um dos estabelecimentos, o rapaz atirou na perna de uma mulher, levou R$ 150, um tablet e os celulares de quem estava no local.
O crime aconteceu no dia 21 de junho. Conforme a Polícia Civil, Iago portava um revólver e passou a agredir os funcionários e fregueses com coronhadas na cabeça. Ao abordar uma mulher de 26 anos que não portava telefone, o rapaz atirou. “E atirou para matar”, afirma o delegado Pablo Aguiar, da 27ª Delegacia de Polícia.
Parentes da vítima baleada contam que ela havia deixado o telefone em casa, depois de ter ido à igreja. A mãe, que não quis se identificar por medo de represálias da família do suspeito, se surpreendeu com o atendimento e a atenção dos policiais. “Mas é como no pesque e pague: a polícia prende, mas a Justiça solta”, reclama.
Fuga
“Logo depois do assalto ele fugiu, mas já tinha sido feito o relatório para prisão preventiva”, explica o delegado Pablo Aguiar. Em 20 de julho, a 27ª DP descobriu que ele estava em uma casa em Anápolis (GO). Os agentes fizeram campana e efetuaram a prisão na semana passada. Iago confessou o crime e alegou que tinha usado drogas na ocasião.
Para o delegado, muitos jovens passam a adolescência toda cometendo delitos por acharem que o crime compensa. “Quem é menor reincidente continua praticando delitos quando mais velho”, avalia. “Ele tocava o terror quando era menor, tem passagem até por tráfico. E qual é a reprimenda? Nenhuma”, critica Aguiar.
Denuncie
Mais vítimas devem procurar a polícia. O delegado acredita que existam outras vítimas e espera que elas se apresentem na delegacia para colaborar com as investigações.