A 2ª Promotoria de Justiça do Tribunal de Júri de Brasília entrou com recurso contra a decisão que absolveu sumariamente o bombeiro Noé Albuquerque Oliveira e desclassificou o crime doloso contra a vida em relação ao advogado Eraldo José Cavalcante Pereira. Os dois são cunhados e foram denunciados pelo MPDFT por homicídio, tentativa de homicídio e crimes de trânsito sobre um acidente que matou mãe e filho na L4 Sul e deixou outros feridos.
Para o MP, os acusados estariam dirigindo embriagados e em alta velocidade, assumindo o risco de produzir o resultado morte. Além de absolver Noé sob o entendimento de que o militar não teve envolvimento direto na batida, o juiz Frederico Ernesto Cardoso determinou também o devolvimento de sua CNH.
“Relatos de testemunhas e provas periciais e documentais apontam que os acusados conduziam seus veículos embriagados, em alta velocidade e participando de racha em via pública. Há relatos de que os denunciados praticavam direção compatível com ‘o que a gente vê em filmes, tipo Velozes e Furiosos’ e que fizeram o carro de uma testemunha balançar ao passar por ele”, frisou a promotora de Justiça que atua no caso, Janaína de Almeida.
Segundo o entendimento do MP, os dois motoristas expuseram a perigo a vida de outros condutores e pedestres e acabaram por ceifar a vida de duas pessoas, que trafegavam abaixo do limite de velocidade e com observância das regras de trânsito. “Os denunciados assumiram o risco de matar as vítimas, demonstrando indiferença para com o resultado que acabou por se concretizar”, completou a promotora.
- Foto: Myke Sena
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Denúncia
O Ministério Público denunciou os acusados por tentativa de homicídio e homicídio triplamente qualificado: motivo torpe; recurso que dificultou a defesa das vítimas e perigo comum. A Promotoria de Justiça também entendeu que houve omissão de socorro e embriaguez ao volante.
Relembre
Em 30 de abril, três carros suspeitos de participarem de um racha provocaram um grave acidente na Avenida L4 Sul. O motorista do Jetta bateu na traseira do Ford Fiesta em que uma família retornava de um passeio dominical. Com a batida, o carro atingido perdeu o controle, saiu da pista e capotou diversas vezes. Cleusa Maria Cayres, 69 anos, e Ricardo Clemente Cayres, 46, morrem no local. Os outros dois ocupantes do veículo foram encaminhados ao Hospital de Base.
Outro veículo ocupado por parte do grupo, um Chevrolet Cruze, também foi atingido durante o acidente e tinha um amassado na lateral. O carro foi estacionado a cerca de 200 metros do acidente, com três mulheres dentro. A motorista se apresentou como irmã do condutor do Evoque e se recusou a soprar o bafômetro, mas permaneceu no local durante a ação policial.






