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Brasília

R$ 162 milhões teriam sido desviados com superfaturamento de medicamentos, segundo auditoria do TCU

Arquivo Geral

03/02/2011 7h20

Carlos Carone
e Francisco Dutra
carone@jornaldebrasilia.com.br francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

 

Novo rombo na Saúde do Distrito Federal, provocado por má gestão, começa a aparecer. E não é pequeno. Em uma auditoria feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) ficou caracterizado que o GDF desviou R$ 162 milhões de hospitais e postos de saúde maquiados com o superfaturamento de medicamentos. As investigações compreenderam os anos de 2008, 2009 e metade do ano passado.

 

Mesmo com o repasse de R$ 118 milhões do Governo Federal e mais R$ 44 milhões financiados pelo próprio GDF, todas as unidades de saúde passaram os últimos três anos sofrendo com a falta de medicamentos básicos, como analgésicos, por exemplo. De acordo com o relatório do TCU, apresentado ontem pelo ministro José Jorge, o valor desviado e que  foi identificado pela auditoria seria capaz de abastecer todos os hospitais de qualquer estado do País.

 

Os levantamentos feitos pelos auditores confirmaram que os hospitais da rede pública permaneceram meses desabastecidos. Em 2009, por exemplo, o estoque de ácido acetilsalicílico (ASS) – usado em casos de dor de cabeça – ficou zerado nos hospitais entre os meses de janeiro e março. Além do superfaturamento identificado no relatório, a má gestão do dinheiro público também seria comum na Secretaria de Saúde. Segundo o TCU, R$ 490 milhões, que a princípio deveriam ser gastos em atendimentos de média e alta complexidade, foram usados para compra de medicamentos.

 

 

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (03) do Jornal de Brasília

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