Cerca de 1,5 mil pessoas começaram hoje a participar do programa “Fábrica Social”, que irá capacitar profissionalmente e possibilitar o melhor acesso ao mercado de trabalho pessoas de baixa renda, em especial beneficiários do “DF Sem Miséria”.
“Esse é um momento muito emocionante, porque é quando cada uma dessas pessoas começará o caminho para uma vida melhor”, afirmou o coordenador adjunto do programa, Renato Leão.
Os participantes terão, nos próximos dois anos, cursos de bordado; serigrafia; corte e costura; confecção de bolsas, pastas e mochilas; e operação e manutenção de máquinas.
“Esta é uma iniciativa que foi proposta pessoalmente pelo governador Agnelo Queiroz, que implantou um programa parecido quando era ministro do esporte e que agora”, completou Leão.
A moradora da Estrutural Maria de Fátima Oliveira, 48 anos, não escondia a animação para começar a participar das oficinas.
“Quero começar logo a aprender. É a primeira vez que chega aqui um curso como esse. Já deram outros, mas não tão completos, com o que há de mais moderno”, destacou a aluna responsável pelo sustendo de quatro netos.
Essa era a mesma impressão de Samuel Ferreira dos Santos, 21 anos, que também vive na Cidade Estrutural, com a mãe. “Quero crescer muito aqui. O curso que mais me interessa é o de operação e manutenção de máquina, mas vou me esforçar em todos”, afirmou.
Programa
O projeto “Fábrica Social” é uma iniciativa para capacitação de pessoas de baixa renda participantes do “DF Sem Miséria”, programa de transferência de renda promovido pelo GDF.
Os selecionados recebem auxílio-transporte, alimentação e bolsa mensal de até R$2 mil enquanto aprendem a operar equipamentos para confeccionar itens esportivos, como bolas, redes, jogos educativos e uniformes escolares.
Nas primeiras semanas, até que o maquinário e a infraestrutura estejam prontos para receber as oficinas, os participantes receberão orientações sobre seus direitos e deveres, e aprenderão noções sobre cooperativismo, associativismo e sobre a estrutura dos cursos.
O primeiro ciclo de capacitação durará dois anos, e a expectativa é que sejam fabricados mais de três milhões de produtos, que serão doados a escolas públicas, outros órgãos do GDF e entidades filantrópicas.