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Brasília

"Atrasadinhos" chegam às lojas horas antes do Natal

Arquivo Geral

25/12/2014 9h30

Véspera de Natal foi dia de comprar presente. Pelo menos para quem não teve a oportunidade de encher o pé da árvore ao longo do mês e viu, ontem, a chance de garantir os pacotes. 

A advogada Márcia Reis, 48 anos, chegou antes mesmo de as lojas abrirem. “Aproveitei para ver as vitrines e escolher, além do estacionamento vazio”, diz. Segundo ela, sempre falta algo e, na última hora, “tem que sair correndo”. Além dos imprevistos, ela ainda teve de ir atrás de um presente “super específico de amigo oculto”, que não havia encontrado. 

“Faltou tempo”, justificou o  vigilante George Everson, 39, que deixou um shopping com mais de uma sacola. Ele aproveitou que a esposa Gracineide a Costa, 37, estava de folga e foi em busca dos presentes que faltavam. “Assim não teve como errar”, brincou. 

Lojistas

Se o tempo complicou a vida dos clientes, para quem dependia de vendas para sair às ruas a situação foi ainda mais difícil. O comerciante Jorge Benázio, 31 anos, conta que teve de esperar saber quanto receberia de comissão para comprar o presente “para agradar a galeguinha”. 

“Passei o mês sofrendo para vender e tive de deixar para a última hora. Mas é assim mesmo, sempre falta alguma coisa”, comentou.

O sushiman Fabrício Rodrigues, 30 anos, levou a filha para escolher seu próprio brinquedo. “Trabalhando no comércio é difícil sair e comprar no meio da semana. Acabou sobrando para hoje (ontem)”, justificou. Pelo menos, diz, não enfrentou filas: “Ainda bem que estava vazio”. ,  

Vendas não empolgaram

O Sindicato dos Varejistas do Distrito Federal (Sindivarejista) calcula que, nos últimos três dias, quase cem mil pessoas tenham passado pelas lojas. No entanto, tanto nos shoppings quanto no comércio de rua, os comerciantes afirmam que a data decepcionou. 

“Teve bastante movimento, mas poucas vendas. A expectativa de sucesso de vendas era até o dia 23. Não tivemos”, afirmou o vendedor Duarte Fernandes. De acordo com ele, foi comum atender clientes relatando falta de pagamentos ou insegurança com gastos. 

Na Feira dos Importados do SIA, “a sensação é de que o Natal nem chegou”, avalia Gabryella Ewellyn, que vende roupas no local. “As pessoas chegam, lotam as lojas, mas não compram”, conta a lojista. 

Saiba Mais

Neste ano, o crescimento das vendas de Natal deve ser menor que no ano passado, chegando aos 3%. Em 2013, chegou a 5,3%.

Em compensação, os brasilienses tiraram mais dinheiro do bolso. Enquanto a média de presentes no ano passado chegava aos R$ 95, dessa vez, os produtos giravam em torno de R$ 97. 

As 31 mil lojas em shoppings e ruas do DF devem ter recebido, neste ano, cerca de 700 mil clientes.

 

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