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Brasília

Queda de viaduto no Eixão e acidente com nove mortos na BR-020 foram destaques em fevereiro

Arquivo Geral

25/12/2018 15h38

Kleber Lima/Jornal de Brasília

Lígia Vieira
redacao@grupojbr.com

Duas faixas do viaduto do Eixão Sul, que passa por cima da Galeria dos Estados, desabaram em 7 de fevereiro, no horário do almoço. Ninguém ficou ferido, mas um restaurante foi destruído e quatro carros foram esmagados pela queda da estrutura, que não recebeu manutenção apesar de o GDF e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) terem verbas para resguardar o local.

De imediato, o governo promoveu o escoramento das paredes do viaduto para reabrir a Galeria dos Estados para os pedestres. Também fez desvios para os carros que vinham do Eixão passarem pelas laterais e indenizou os donos dos veículos destruídos no desabamento.

Num primeiro momento, os brasilienses evitaram passar pela Galeria dos Estados com medo de outras partes da estrutura caírem, mas o movimento retornou conforme os dias passaram. A empresa Via Engenharia ganhou a licitação para a reconstrução e o governo queria que as obras terminassem entre o final de 2018 e o início de 2019 – o que ainda não ocorreu.

Depois do incidente, houve denúncias de outros pontos da cidade que estavam sem manutenção. A ponte do Bragueto, que liga o Plano Piloto a Granja do Torto e ao Lago Norte, foi um deles e recebeu até reforço na estrutura na época. Além disso, foi constatada a falta de vistoria nas tesourinhas da 203/204 Sul e 215/216 Sul.

750 mil foliões nas ruas

No ano passado, os agitos do Carnaval começaram antes mesmo da data oficial e com perigo de grandes blocos, como o Galinho de Brasília, não desfilarem nas ruas da capital. Quem sofreu mesmo foram os foliões do Baby Doll de Nylon, que por conta de dívidas e de falta de verba não saíram.

Foram mais de 200 eventos que levaram 750 mil foliões para as ruas da cidade e a avaliação da festa foi boa. Houve uma diminuição de 22% no número de ocorrências policiais feitas em comparação a 2017, porém a Polícia Militar do DF (PMDF) autuou mais de 300 motoristas por alcoolemia.

Homem mata a própria mãe

Fernando Lino Souza, 33 anos, amordaçou, amarrou e matou a própria mãe, Isabel Lino, 60 anos, com um cano de ferro. Ele teve um surto psicótico e depois do ocorrido disse que não se lembrava de nada. Os dois moravam juntos em uma pequena casa em Riacho Fundo II e tinham distúrbios mentais.

O homem já havia agredido a mãe outras vezes e afirmou que as discussões na casa eram comuns. Fernando também era usuário de drogas e a família tinha conversado com ele sobre interná-lo, mas ele recusou a proposta. A polícia foi chamada ao local depois de Fernando dizer à vizinha que tinha matado a mãe, quando foi preso, contou que estava arrependido.

Garagem desaba e esmaga carros na Asa Norte

Por conta de chuva forte, da má impermeabilização do solo do jardim, do peso da laje e ferrugem nas estruturas de sustentação, uma parte do teto da garagem do Bloco C da Quadra 210 Norte desabou em cima de 23 carros. O acidente não deixou nenhum ferido.

Os moradores ficaram com medo de o edifício despencar, pois sentiram um tremor nas estruturas, mas a Defesa Civil liberou o local depois de inspeção. Somente três meses depois do desabamento os proprietários dos veículos conseguiram tirar os automóveis da garagem.

Volume do Descoberto dobra nível em um ano

Em fevereiro, os níveis dos dois reservatórios do DF já mostravam crescimento, mas o racionamento ainda estava em vigor. Enquanto Santo Antônio do Descoberto marcava 48,2%, o dobro do atingido em 2017 na mesma época, Santa Maria cresceu pouco, nessas primeiras chuvas chegou a 37,5%. Nos seis primeiros dias daquele mês, choveu 48% do previsto para o período e as precipitações continuaram durante o mês. Isso fez com que Santo Antônio do Descoberto terminasse fevereiro com 56,3% e Santa Maria 41,9%. Ontem, o primeiro estava com 97,5 % e o segundo, 63,7%.

Acidente de ônibus deixa nove mortos

O acidente entre uma carreta e um ônibus interestadual na BR-020, na Região Metropolitana do DF, deixou nove mortos, inclusive o próprio motorista e uma criança de menos de dois anos de idade. A perícia averiguou que o ônibus invadiu a contramão e colidiu de frente com uma carreta carregada de adubo. Os passageiros viram o condutor do transporte cochilando.

O veículo da Expresso Guanabara fazia o trajeto que saiu de Cajazeiras, na Paraíba, tinha como última parada Goiânia. O motorista Edson Lopes Lima estava dirigindo há oito horas, o que é permitido pela legislação, e teve 20 horas de descanso antes da viagem.

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