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Brasília

Quatro são presos por venda ilegal de anabolizantes pela internet

Colaborador JBr

17/06/2016 22h09

Mateus Alencar

Rosana Jesus
rosana.jesus@jornaldebrasilia.com.br

Após dois meses de investigação, a Polícia Civil prendeu quatro homens suspeitos de vender anabolizantes e suplementos alimentares proibidos por meio da internet. Eles ainda vendiam os produtos em lojas e academias de ginástica, localizadas em Samambaia e Águas Claras. A operação teve início após denúncias anônimas.

Agentes da Polícia Civil criaram um falso perfil no Facebook, fingiram ser clientes dos suspeitos e marcaram um encontro com eles, o que resultou nas prisões. As ações ocorreram entre quarta (15) e quinta (16), em Samambaia e no Areal. Dois suspeitos foram abordados em casa e os outros dois no estabelecimento onde trabalhavam. Foram apreendidas centenas de anabolizantes, suplementos e termogênicos, todos com venda proibida no Brasil, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Alerta

O delegado responsável pela investigação faz um alerta sobre a compra de medicamentos pela internet. “Pedimos à população para que tome cuidado, pois nem sempre o material divulgado é o que o cliente espera”, explica Pedron. “É importante destacar que, ao adquirir esse tipo de produto, as chances do internauta estar sendo enganado é muito grande, e não tem com ter garantia de uma mercadoria segura”.

Segundo o delegado-chefe da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DECEPIM), Helder Pedron, os quatro agiam há seis meses. “Eles tinham uma página no Facebook onde divulgavam os produtos, o que facilitou a identificação deles. Os medicamentos ficavam em suas residências e, após negociar com o cliente pela internet, eles marcavam o local de entrega, na rua”.

Dos autuados, Lênio Anderson Rêgo Barbosa, de 35 anos, e Valberg Pereira da Silva Gabriel, de 44 anos, eram sócios de uma loja de suplementos na Quadra 406, em Samambaia Norte. “Por ter acesso fácil aos produtos, ficava ainda mais fácil para que eles praticassem o crime”, diz o delegado. Segundo Pedron, o estabelecimento continua aberto. “A loja não vendia somente produtos ilegais, por isso o local continua funcionando”.

O terceiro suspeito, Daniel Brian Antonio Silveira, de 24 anos, também trabalhava em uma loja de suplementos em Samambaia, mas, segundo a polícia, agia de maneira independente. “Ele era gerente do local. Já o dono da loja não sabia do crime, pois ficava pouco no estabelecimento”. O delegado ainda acrescenta que Daniel utilizava um perfil falso nas redes sociais para fazer as vendas. Lucas Gonzaga da Silva, de 31 anos, que trabalhava em outra loja de suplementos, no Areal, foi o quarto detido.

Todos eles assumiram o crime. “As pessoas que trabalham com esse tipo de produto têm ciência do é certo ou errado”, informa o delegado.

Se condenados, irão responder, em liberdade, pelo crime de adulteração de produtos medicinais e podem pegar até 15 anos de prisão.

 

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