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Brasília

Quatro PMs de Goiás são investigados por assassinato e outros 50 casos são apurados

Arquivo Geral

19/02/2011 22h49

Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

 

Quatro policiais do 21º Batalhão da Polícia Militar (BPM de Planaltina de Goiás) são investigados por um homícidio durante uma suposta troca de tiros, ocorrida na cidade. A promotora  Carmem Lúcia Santana de Freitas, da 79ª Promotoria de Justiça de Goiás acompanha o caso.

 

Esta semana, a promotoria  pediu que policiais militares supostamente envolvidos e testemunhas fossem  interrogados na Delegacia de Polícia de Planaltina de Goiás.  A partir de amanhã, o delegado titular, Fernando Alves Barbosa, deve começar as oitivas. Procurado pela reportagem do Jornal de Brasília, Barbosa preferiu não comentar o caso por enquanto para não criar polêmica entre as corporações.

 

No entanto, a reportagem apurou que a vítima foi Marcelo Costa dos Santos. Ele e mais dois homens eram suspeitos de um furto. A Polícia Militar foi avisada.  Pelo menos duas viaturas foram ao endereço onde estariam. Os suspeitos fugiram. No momento da fuga, por uma área de Cerrado,  teria ocorrido a troca de tiros, durante a qual Santos foi morto.

 

Assim como cerca de outros 50 casos semelhantes ocorridos em Goiânia e no Entorno do Distrito Federal – apurados pela Polícia Federal de Goiás, durante a Operação Sexto Mandamento (“não matarás”) -, este  despertou a atenção do Ministério Público de Goiás, depois de ser denunciado ao órgão pelo padre jesuíta Geraldo Marcos Labarrére, presidente  do Comitê Goiano pelo fim da violência policial e da Casa da Juventude.

 

De acordo com Labarrére, a Justiça de Goiás tem dificuldades para apurar  os casos de  tortura, desaparecimento de pessoas e assassinatos praticados por policiais militares e civis. O comitê denunciou 23 casos ao MP.  Porém, as investigações não avançaram. Na opinião de Labarrére, o primeiro motivo é que as famílias têm medo das ameaças feitas pelos  envolvidos. Segundo, pelo corporativismo.  “Não há interesse na investigação e solução dos casos”, afirma.

 

 

 


Leia mais na edição deste domingo (20) do Jornal de Brasília

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