Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br
Quatro policiais do 21º Batalhão da Polícia Militar (BPM de Planaltina de Goiás) são investigados por um homícidio durante uma suposta troca de tiros, ocorrida na cidade. A promotora Carmem Lúcia Santana de Freitas, da 79ª Promotoria de Justiça de Goiás acompanha o caso.
Esta semana, a promotoria pediu que policiais militares supostamente envolvidos e testemunhas fossem interrogados na Delegacia de Polícia de Planaltina de Goiás. A partir de amanhã, o delegado titular, Fernando Alves Barbosa, deve começar as oitivas. Procurado pela reportagem do Jornal de Brasília, Barbosa preferiu não comentar o caso por enquanto para não criar polêmica entre as corporações.
No entanto, a reportagem apurou que a vítima foi Marcelo Costa dos Santos. Ele e mais dois homens eram suspeitos de um furto. A Polícia Militar foi avisada. Pelo menos duas viaturas foram ao endereço onde estariam. Os suspeitos fugiram. No momento da fuga, por uma área de Cerrado, teria ocorrido a troca de tiros, durante a qual Santos foi morto.
Assim como cerca de outros 50 casos semelhantes ocorridos em Goiânia e no Entorno do Distrito Federal – apurados pela Polícia Federal de Goiás, durante a Operação Sexto Mandamento (“não matarás”) -, este despertou a atenção do Ministério Público de Goiás, depois de ser denunciado ao órgão pelo padre jesuíta Geraldo Marcos Labarrére, presidente do Comitê Goiano pelo fim da violência policial e da Casa da Juventude.
De acordo com Labarrére, a Justiça de Goiás tem dificuldades para apurar os casos de tortura, desaparecimento de pessoas e assassinatos praticados por policiais militares e civis. O comitê denunciou 23 casos ao MP. Porém, as investigações não avançaram. Na opinião de Labarrére, o primeiro motivo é que as famílias têm medo das ameaças feitas pelos envolvidos. Segundo, pelo corporativismo. “Não há interesse na investigação e solução dos casos”, afirma.
Leia mais na edição deste domingo (20) do Jornal de Brasília