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Brasília

Quatro pedidos de impeachment de Paulo Octavio são protocolados na CLDF

Arquivo Geral

12/02/2010 15h26

As representações do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Distrito Federal protocolaram hoje (12) na Câmara Legislativa do DF pedido de impeachment do governador  em exercício, Paulo Octavio (DEM).

Ele substitui o governador licenciado José Roberto Arruda, preso desde ontem (11) na superintendência da Polícia Federal (PF) por tentativa de suborno a testemunha da Operação Caixa de Pandora da PF.

Em pedidos separados, o PT-DF e a CUT-DF alegam que Paulo Octavio não pode assumir o governo do Distrito Federal porque também estaria envolvido no suposto esquema de corrupção investigado pela Operação Caixa de Pandora.

A CUT-DF pede o impeachment com base nos crimes de peculato, formação de quadrilha, crime eleitoral e improbidade administrativa.

Os pedidos foram protocolados pelos presidentes das entidades, Roberto Policarpo (PT-DF) e Rejane Pitanga (CUT-DF).

Por volta das 16h30, mais dois pedidos de impeachment contra Paulo Octávio foram protocolados. Ao todo, até o momento, a Câmara recebeu quatro pedidos de impeachment contra o governador em exercício.

Francisco Caputo, presidente da seccional do DF da OAB, protocolou o terceiro pedido de afastamento. “Recai sobre Paulo Octavio a suspeita de corrupção ativa. Ele foi citado várias vezes como beneficiário no inquérito e não reúne condições políticas e jurídicas para conduzir o governo”, afirmou.

Sobre a possibilidade de intervenção federal no DF, Caputo preferiu a cautela. “Essa seria mais uma apunhalada na população de Brasília. Acho que temos condições de resolver nossos próprios problemas’, defendeu.

Ainda na tarde desta sexta, mais um pedido de afastamento contra Paulo Octávio foi entregue, desta vez pelo PSB. O presidente da legenda, Marcos Dantas, justificou a posição do PSB. “Paulo Octávio aparece como co-autor dos crimes envolvendo Arruda. O Executivo não tem mais autoridade moral para conduzir a cidade”, declarou.

A Procuradoria da Câmara Legislativa vai analisar se os pedidos são admissíveis.

Atualizado às 16h50.

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