Quatro pessoas, entre elas uma mulher, foram assassinadas em apenas 12 horas, no Recanto das Emas. O primeiro caso, um duplo homicídio, ocorreu na noite de sábado, durante uma balada de hip hop, na Quadra 401. O segundo, a morte de uma mulher, na Quadra 101, foi às 5h30 de ontem. E na terceira ocorrência, na manhã de ontem, um homem matou o cunhado em uma briga em família, na Quadra 102.
A festa de hip hop tinha tudo para ser animada. As primeiras informações levantadas por policiais da Seção de Investigação de Crimes Violentos (SIC-Vio) da 27ª DP apontam que houve uma discussão e briga entre alguns participantes. Testemunhas contam que J.H.R.S., de 18 anos, matou com sete tiros W.J.M.F., da mesma idade. Inconformados com o homicídio, colegas de W.J. mataram J.H. com a mesma quantidade de tiros. Moradores reclamam da insegurança na quadra.
Pouco mais de cinco horas depois, o corpo de uma mulher, cuja identidade não foi divulgada, foi encontrado. A vítima tinha duas perfurações de tiros, nas costas. Policiais acreditam na possibilidade de acerto de contas.
Por volta do meio-dia de ontem, o motorista E.G.R., que completava 49 anos, foi assassinado com um tiro na cabeça, pelo cunhado A.S.A., de 33 anos. Um filho da vítima conseguiu desarmar o suspeito e o espancou. O atirador só não foi morto porque o cabo Fábio de Sousa Toledo e o soldado Victor Soares Nunes, do 27º Batalhão da Polícia Militar, chegaram à cena do crime e evitaram o linchamento.
A.S.A. foi levado ao Hospital Regional do Gama, onde está internado sob escolta policial, mas não corre risco de morte. O motivo do homicídio foi um desentendimento entre a vítima e o autor. E.G.R. não queria que a irmã mantivesse o relacionamento amoroso com o autor.
Na hora do crime, o motorista trabalhava colocando uma cobertura na frente da casa onde morava com a mulher e quatro filhos. A arma do crime, um revólver calibre 38, que estava escondido no filtro de ar do carro do suspeito, foi apreendida pelos militares e levada para a delegacia, enquanto o corpo aguardava perícia caído na porta da residência, para desespero dos familiares.
A.S.A. será autuado em flagrante por homicídio qualificado. O crime foi por motivo fútil e sem chance de defesa para a vítima. Ele pode ser condenado a uma pena de até 30 anos de reclusão. A polícia procura os autores das outras duas mortes.