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Brasília

Quatro mortes em 12 horas no Recanto das Emas

Arquivo Geral

19/11/2012 7h48

Quatro pessoas, entre elas uma mulher,  foram assassinadas em apenas  12 horas, no Recanto das Emas. O primeiro caso, um duplo homicídio,  ocorreu na noite de sábado, durante uma balada de hip hop, na Quadra 401. O segundo, a morte de uma mulher, na Quadra 101, foi às 5h30 de ontem. E na terceira ocorrência,  na manhã de ontem, um homem matou o cunhado em uma briga em família, na Quadra 102.

 

A festa de hip hop tinha tudo para ser animada. As primeiras informações levantadas por policiais da Seção de Investigação de Crimes Violentos (SIC-Vio) da 27ª DP apontam que houve uma discussão e briga entre alguns participantes. Testemunhas contam que J.H.R.S., de 18 anos, matou com sete tiros W.J.M.F., da mesma idade. Inconformados com o homicídio, colegas de W.J. mataram J.H. com a mesma quantidade de tiros. Moradores reclamam da insegurança na quadra.  

 

Pouco mais de cinco horas depois, o corpo de uma mulher,  cuja identidade não foi divulgada, foi encontrado. A vítima tinha duas perfurações de tiros, nas costas. Policiais  acreditam na possibilidade de acerto de contas.

 

Por volta do meio-dia de ontem, o motorista E.G.R.,  que completava 49 anos, foi assassinado com um tiro na cabeça,  pelo cunhado A.S.A., de 33 anos.   Um filho da vítima conseguiu desarmar o suspeito e o espancou.  O atirador só não foi morto porque  o cabo Fábio  de Sousa Toledo e o soldado Victor Soares Nunes, do 27º Batalhão da Polícia Militar, chegaram à cena do crime e evitaram o linchamento.

 

A.S.A. foi levado ao Hospital Regional do Gama, onde está internado sob escolta policial, mas não corre risco de morte. O motivo do homicídio foi um desentendimento entre a vítima e o autor. E.G.R. não queria que a irmã  mantivesse o relacionamento amoroso com o autor. 

 

Na hora do crime, o motorista trabalhava colocando uma cobertura na frente da casa onde morava com a mulher e quatro filhos. A arma do crime, um revólver calibre 38, que estava escondido no filtro de ar do carro do suspeito, foi apreendida pelos militares e levada para a delegacia, enquanto o corpo aguardava perícia caído na porta da residência, para desespero dos familiares.

 

A.S.A. será autuado em flagrante por homicídio qualificado. O crime foi por motivo fútil e sem chance de defesa para a vítima. Ele pode ser condenado a uma pena de até 30 anos de reclusão. A polícia procura os autores das outras duas mortes.

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