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Brasília

Quatro mil pessoas sob o sol para o velório de Niemeyer

Arquivo Geral

07/12/2012 9h20

Fábio Magalhães, com agências

fabio.magalhaes@jornaldebrasilia.com.br

 

Cerca de quatro mil pessoas  fizeram fila sob o sol forte para ver de perto o homem que criou os monumentos de Brasília.  Oscar Niemeyer foi recebido com honras militares e  traslado em carro aberto do Corpo de Bombeiros.  

 

No Eixo Rodoviário, enquanto o corpo do arquiteto passava,  populares foram às margens das pistas para aplaudi-lo. Quando o carro alcançou a Catedral, os sinos badalaram num último adeus ao criador imerso no cenário de sua obra.

 

“Tenho profunda admiração por ele e pela  capacidade criativa. Ele foi um artista”, comentou a professora Ângela Vilasboas, 66 anos.

 

Dona de casa, a maranhense Maria de Jesus da Silva, 84 anos, também foi prestar homenagens a Niemeyer. Junto com os dois filhos, ela chegou à Praça dos Três Poderes  duas horas antes do velório: “Brasília significa tudo para mim. Por isso, venho  oferecer os meus sentimentos a um dos pais desta cidade”.

 

No enterro de JK

Morador do Guará, Devaldino Gomes, 67 anos, conta que  foi um dos que ajudou a carregar o caixão de Juscelino Kubitschek, em 1976, e fez questão de esperar na fila para se despedir de Niemeyer. “Admirava muito as obras dele e acho que dificilmente teremos outro com essa mesma capacidade”, contou. 

 

Ex-secretário de estado do DF, Hezir Moreira, disse que a principal lembrança guardada do arquiteto centenário  é a humildade. “Ele tinha personalidade forte, mas era uma pessoa sem igual. Deixará muita  saudade”, lembra.

 

Após o  velório que durou cerca de  quatro  horas, o corpo de Niemeyer viajou de volta ao Rio de Janeiro, onde seria velado, durante a madrugada, pela família, em cerimônia fechada. Às 8h, a visitação será aberta ao público em geral, no Palácio da Cidade. O enterro está previsto para  a tarde de hoje, na capital fluminense.

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