
Foram quase quatro meses com o sol se pondo uma hora mais tarde. Agora, os relógios foram ajustados devido ao fim do horário de verão, à meia-noite do sábado. Os dias mais longos, no entanto, vão deixar saudade para muitos brasilienses, mas também não vão fazer falta para outros. Agradando ou não, o fato é que para muita gente ainda não deu tempo para se acostumar com uma horinha a mais na rotina.
Na Rodoviária do Plano Piloto, que estava com todas as luzes acesas na manhã de ontem, as opiniões se dividem em relação ao horário de verão, que começou no dia 20 de outubro do ano passado tendo a economia de energia no horário de maior consumo (das 18h às 21h) como principal objetivo. A ideia é aproveitar melhor a luminosidade natural nesse período.
Adaptações
Para o motorista de ônibus Allan Silva, 32 anos, a mudança no relógio atrapalha a rotina dos trabalhadores. Segundo ele, a economia não compensa o transtorno que causa na vida das pessoas. “O problema não é acordar mais cedo ou mais tarde. O que prejudica é essa mudança no horário o tempo todo. Quando estamos nos adaptando, temos que mudar a rotina de novo”, afirmou Allan.
De acordo com ele, a alteração no horário também causa insegurança nas pessoas que, agora, terão que chegar tarde em casa. “Acordo às 5h30 para trabalhar, assim como muitos colegas. Agora, estamos todos com medo de voltar para casa ainda no escuro, já que não existe segurança”, concluiu.
Segurança
A vendedora Veilma Alves, 35 anos, também está preocupada com a segurança ao voltar para casa. Segundo ela, o horário de verão só traz benefícios para a população, já que, além de proporcionar a economia de energia, também diminui o perigo no fim de expediente.
“Como eu acordo cedo de qualquer maneira, o horário de verão não muda minha rotina de manhã, mas dificulta a saída do serviço no fim do dia. Por mim, o horário de verão seria para sempre”, declarou.