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Brasília

Quase metade da população da capital nasceu no DF

Arquivo Geral

09/09/2010 8h07

Mariana Laboissière

mariana.laboissiere@jornaldebrasilia.com.br

 

Os migrantes continuam sendo maioria entre a população do Distrito Federal, isto é, 51% dos quase 2,6 milhões de moradores da região. Mas essa realidade, observada desde a inauguração da capital da República, pode mudar nos próximos anos. Isso, ao menos, é o que observam especialistas amparados pelos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2008/2009, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

 

 

Os nascidos em Brasília e demais regiões administrativas, de acordo com a amostragem apresentada, já representam 49% de toda a população territorial, o que demonstra certa equivalência ao número de moradores oriundos de outros estados brasileiros. Nas décadas de 1960 e 1970, quando o DF possuía algo em torno de 550 mil habitantes, a quantidade de migrantes era de longe mais expressiva, como observa o professor e geógrafo Aldo Paviani.

 

“A tendência é de que os migrantes percam terreno para as pessoas nascidas aqui e isso pode acontecer nos próximos cinco anos. Esses números têm relação direta com o crescimento vegetativo na região”, acrescenta o especialista. “De qualquer forma, tudo vai depender das políticas públicas realizadas dentro e fora do DF. Por exemplo, se o novo governo tiver como diretriz a distribuição de lotes, o número de migrantes obviamente irá aumentar”, esclarece. “Diferentemente, se acontecer o incentivo à agricultura, ao desenvolvimento regional nas cidades de Goiás, as pessoas vão preferir ir para aquele estado do que se somarem aos quase 200 mil desempregadas no DF”, conclui.

 

O perfil da família do motorista Ricardo José da Silva Rodrigues, 42 anos, pode se tornar típico no DF. Além dele, a esposa, Nadja Regina Modesto Rodrigues, 37 anos, e os dois filhos do casal, um de 7 e outro de 5 anos, são naturais de Brasília. 

 

“Sempre moramos aqui, apesar dos nossos pais serem de outros lugares. Minha mãe e goiana e meu pai alagoano. Já no caso da minha mulher, o pai dela é pernambucano e a mãe paulista. Eu tenho cinco irmãos e todos eles nasceram em Goiás, só eu que nasci aqui”, relata. “Acho que não teria as mesmas oportunidades em outras cidades, por isso, não penso em me mudar”, completa Ricardo.

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (09) do jornal de Brasília.

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