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Brasília

Quase 4,7 mil ocorrências de violência contra mulheres foram registradas no DF

Arquivo Geral

01/08/2010 13h01

Mariana Laboissière

mariana.laboissiere@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Quase 4,7 mil ocorrências de violência contra mulheres foram registradas no Distrito Federal. O número se refere aos cinco primeiros meses deste ano e foi divulgado pela Subsecretaria de Proteção às Vitimas de Violência (Pró-Vítima). Se comparado com o mesmo período do ano passado e de 2008, o resultado é uma ascensão no número de boletins de ocorrência dessa natureza. 

 

Embora o ritmo de crescimento dê sinais de um recorte anual possivelmente maior do que o de 2009 – com mais de 9,5 mil registros –, isso não quer dizer que o número de casos venha a aumentar, tampouco que ele seja maior que em anos anteriores.

 

A consultora técnica para enfrentamento da violência contra as mulheres do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfêmea), Ana Cláudia Pereira, explica que o alto índice de ocorrências diz muito mais respeito ao aumento da quantidade de denúncias que propriamente ao crescimento do número de casos. “A violência já era muito difundida antes da Lei Maria da Penha, mas agora, existindo a lei, as pessoas têm mais conhecimento e, assim, recorrem às autoridades para se proteger”, diz. “As mulheres, nas últimas décadas, tiveram algumas conquistas, mas a discriminação ainda existe. O pior é que não há ainda no País um sistema de dados consolidados  e precisamos disso para construir políticas públicas”, arremata. 

 

 

A subsecretária do Pró-Vítima, Valéria Velasco, diz mais: “A lei está incentivando as mulheres a perderem o medo. Elas estão começando a criar coragem de se livrar da opressão desse tipo de violência. Pode estar havendo  uma conscientização de que  existe um direito e que elas têm que buscar por ele”. Para Valéria,  o ato recorrente de retirada da queixa contra o agressor tem três raízes principais: o medo, a dependência financeira e o vínculo afetivo. “Algumas acham que a agressão pode piorar, outras têm receio do parceiro descobrir. Há ainda aquelas que acabam optando por uma nova tentativa de conciliação”, esclarece.

 

 

Leia mais na edição deste domingo (1) do Jornal de Brasília.

 

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