Mariana Laboissière e Marina Marquez
mariana.laboissiere@jornaldebrasilia.com.br;
marina.marquez@jornaldebrasilia.com.br
Lucro certo para as construtoras e perigo aos futuros moradores. O Setor Noroeste – grande promessa para consertar o que deu errado no planejamento de Brasília – pode vir a se tornar uma edição piorada do Sudoeste por conta da especulação imobiliária desenfreada que já apresenta sinais. Resultado disso é a proliferação no mercado de apartamentos de um quarto, que, segundo especialistas, pode triplicar o número de habitantes, inicialmente estimado em 40 mil. Com isso, a ideia embrionária de se criar o primeiro bairro ecologicamente correto na capital federal pode estar com os dias contados.
O superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Distrito Federal (Iphan), Alfredo Gastal, revela que, na época em que o GDF solicitou aprovação do projeto, a previsão era de que as quadras fossem compostas de apartamentos de dois, três e quatro quartos. “Ao que parece, como acontece muito frequentemente, as pessoas apenas se comprometem. Não sei se a culpa é do governo ou das empresas imobiliárias, mas é claro que há participação do governo, porque ninguém vai construir se não tiver alvará de construção”, afirma. “Estão aumentando a densidade na área e aquilo (Noroeste), em pouco tempo, vai virar um verdadeiro caos em termos de automóveis”, reitera.
Alto preço
A reportagem do Jornal de Brasília encontrou duas construtoras vendendo apartamentos de um quarto, ao contrário do que estava no projeto inicial apresentado ao Iphan. As metragens variam de 33 metros quadrados a 44 metros quadrados e os valores giram em torno de R$ 243 mil a R$ 565 mil.
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