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Brasília

Quadrilha suspeita de furto de energia é detida

Arquivo Geral

18/04/2013 13h37

Uma operação executada entre a Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRF) e a Companhia Energética de Brasília (CEB), para o combate ao furto de energia elétrica, resultou na prisão de nove pessoas nesta quarta-feira (18).

 

A companhia realiza constantemente monitoramento de grandes comércios, como padarias e supermercados. Esses estabelecimentos investigados estavam registrando pouco consumo de energia, o que levou a CEB a solicitar uma apuração da polícia no segundo semestre de 2012. Os locais, uma pizzaria em Samambaia e um açougue e uma padaria na Ceilândia, foram descobertos e os comerciantes detidos em flagrante, mas soltos devido a liminar judicial.

 

“Isso causava uma perda muito grande não só na empresa, mas em toda a sociedade. Isso é computado como perda de sistema e todos nós acabamos pagando, como verificamos numa conta de energia”, ressaltou o delegado da DRF, Fernando César Costa.

 

Os suspeitos realizavam a adulteração nos relógios, colocando mecanismos para não diagnosticar quanto foi realmente utilizado de energia elétrica. A quadrilha, que agia no Distrito Federal e na Região Metropolitana, era formada por seis pessoas e cada membro recebia um percentual, que variava conforme o local onde era feita a mudança.

 

Durante as apreensões, a polícia recolheu lacres, controles de dígitos, folhas de conta de energia da CEB e da Celg, e medidores de consumo, além de dinheiro e equipamentos eletrônicos.

 

Segundo a investigação da polícia, a quadrilha seria comandada por Márcio Fernando de Souza, de 31 anos. Márcio já tem antecedentes criminais pela mesma prática, em novembro do ano passado. Também foram detidos Henrique Moreira de Souza, de 20 anos, Antônio Gregório de Sousa Filho, de 44 anos, José Odécio dos Santos, de 41 anos, Ailton de Souza Farias, de 29 anos, e Raimundo Nonato da Cunha, de 46 anos.

 

Todos responderão pelo crime de formação de quadrilha. Se condenados, podem pegar de um a três anos de detenção. Além disso, três componentes do grupo também responderão por furto qualificado, podendo adicionar de dois a oito anos à pena. Um deles, José Odécio, foi liberado após pagar fiança.

 

O delegado Fernando César também alerta que esse crime se estende para quem obtém sinais de televisão à cabo de forma ilegal. “A gente alerta a população para que não caia na tentação. Todas as companhias gerenciam os sinais e o cidadão que tentar bular será idenficado e punido”, informou.

 

De acordo com a CEB, o prejuízo pode chegar na casa de R$ 1 milhão.

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