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Brasília

Quadrilha obtia cerca de R$ 500 mil por mês ao produzir mídias falsificadas

Arquivo Geral

24/10/2012 8h34

Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

Uma verdadeira estrutura industrial para a fabricação de CDs e DVDs piratas foi descoberta pela Polícia Civil. Apontadas como participantes do esquema, oito pessoas foram presas, seis delas integrantes  de uma mesma família. A quadrilha produzia  550 mil mídias por mês. O material era distribuído para revendedores na Feira dos Importados de Taguatinga e  cidades da Região Metropolitana do DF, além de Goiânia (GO), Barreiras e outras cidades da Bahia. A polícia estima que crime rendia um faturamento  de R$ 500 mil mensais.

A megaestrutura  incluía duas gráficas para impressão de capas e encartes. Uma delas funcionava no Setor de Mansões de Taguatinga,  e outra na CL 418 de Santa Maria. O revestimento em   gesso evitava que o barulho chamasse a atenção de vizinhos. Em um terceiro endereço era feita a   distribuição do material para grandes revendedores.

O esquema  era investigado desde julho, quando a  Delegacia  de Combate  aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DCPim) recebeu denúncia  de que havia uma grande quantidade de mídias piratas, produzidas em grande escala  no DF e que seriam distribuídas para três estados.

Durante as investigações, os policiais perceberam  que o grupo criminoso tinha estrutura empresarial.  No Setor de Mansões de Taguatinga, uma máquina  produzia  os fotolitos.  Um gráfico morava no endereço e tomava conta do equipamento.

O delegado Luiz Henrique Dourado Sampaio detalha que os negativos eram levados para a gráfica em Santa Maria, para a  produção das chapas metálicas. Havia ainda uma máquina  para fazer o corte. “Era uma gráfica  com toda estrutura de um jornal para fazer inveja a grandes publicações”, afirma Sampaio.

Depois de identificar o esquema, o delegado pediu à Justiça dez mandados de busca e apreensão.  Apontado pela polícia como cérebro da quadrilha,  R.L.D. já esteve preso por violação de direito autoral e porte ilegal de arma de uso restrito. Na casa do suspeito a polícia apreendeu três revólveres 22 e munições. “Ele era truculento  e gostava de se impor exibindo armas”, disse. Entre as  pessoas detidas estão  o pai, esposa, irmão, sobrinho e um cunhado  do líder do grupo.

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