
Uma quadrilha que roubava caixas eletrônicos no Distrito Federal foi presa no Aeroporto Internacional de Brasília, na manhã desta sexta-feira (20). Segundo a Polícia Civil, a prisão faz parte da Operação “Torcia”, que signifca tocha em italiano – uma referência ao maçarico, equipamento utilizado pela quadrilha para realizar os crimes.
A operação, realizada pela Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos do DF (DRF-DF), deteu sete homens, com idades entre 23 e 32 anos, que vinham de Joinville, Santa Catarina, para cometer os crimes. Uma equipe policial acompanhava os rapazes dentro do voo e decretaram a prisão assim que o avião pousou.
Também foram apreendidos os equipamentos utilizados por eles para assaltarem os caixas eletrônicos como serras copo, bicos de maçarico, pés de cabra, luvas e máscaras. Mais tarde, em Taguatinga Norte, uma adolescente de 17 anos foi apreendida, e uma mulher de 44 anos, detida suspeita de fazerem parte da organização criminosa.
Investigação
A DRF-DF, juntamente com a Instituição de Criminalística, a Delegacia de Santa Catarina, o Ministério Público e o Poder Judiciário, apontam que a quadrilha era composta ao todo por dez pessoas, sendo oito homens e duas mulheres, com idades entre 17 e 44 anos.
O grupo realizou oito roubos no país, sendo quatro deles no Distrito Federal. O restante dos crimes estão divididos entre o Ceará, Goiás e Tocantins. A primeira atuação dos criminosos na capital aconteceu em novembro do ano passado, no Setor de Industrias Gráficas (SIG). Os outros ocorreram na Universidade de Brasília (UnB), na quadra 502 norte e na QNA 16, em Taguatinga Norte. Segundo a polícia, estima-se que o valor total dos oito roubos seja de aproximadamente R$ 500 mil.
Esquema
Para o delegado-chefe da DRF, Fernando César Costa, os criminosos atuavam em um pequeno intervalo de tempo. “O Distrito Federal não era palco desse tipo de ocorrência há um ano, mas depois que a quadrilha efetou o primeiro crime sabíamos que a ação se repetiria”, afirmou.
Durante a investigação, os policiais descobriram que o líder da quadrilha, Raphael Pereira Teixeira, de 25 anos, comandava os outros integrantes do grupo de dentro de um presídio, na Paraíba, com a ajuda de sua esposa, Rosana de Freitas Silva, 44 anos, que morava em Brasília.
Outro grande articulador responsável por escolher os bancos que seriam roubados era Maurício Rodrigues de Lima, 28 anos, que estava foragido. Fernando Dallabona, 23 anos; Davi Espindola da Silva, 23 anos; Edevaldo da Silva, 25 anos; Felipe Augusto Teixeira, 22 anos; Cleberson Carlos Brandão da Silva, 25 anos, e sua esposa, de 17 anos; e Samuel Igor de Castro Magalhães, de 32 anos, foram as nove pessoas detidas pela polícia.
Se condenados, os suspeitos podem responder por formação de organização criminosa e roubo qualificado. Eles podem pegar até 50 anos de prisão.