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Brasília

Quadrilha do DF que aplicava golpes em site de vendas causou prejuízo de R$ 60 mil

Arquivo Geral

06/07/2017 10h30

Raphael Ribeiro/Cedoc

Seis integrantes de uma quadrilha, sendo quatro homens e duas mulheres, foram presos durante a operação Doc, deflagrada na manhã desta quinta-feira (6), no Paranoá. De acordo com a Polícia Civil, o grupo é suspeito de aplicar golpes em internautas que anunciavam produtos eletrônicos como computadores e celulares por meio do site OLX. A corporação estima que os criminosos causaram um prejuízo de, aproximadamente, R$ 60 mil.

A organização criminosa atuava desde janeiro do ano passado e estava sendo investigada há cerca de seis meses. Até o momento, a corporação identificou ao menos 15 vítimas dos bandidos, a maioria residente dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. De acordo com a delegada responsável pelo caso, Bruna Eiras, os suspeitos negociavam os produtos pelo WhatsApp de maneira bem articulada. “Os criminosos se colocavam em posição de vítima. Eles perguntavam como iriam ter a certeza do envio do produto e diziam que fariam um DOC para, caso houvesse a tentativa de golpe, eles pudessem cancelar a transferência”, revelou a delegada.

Os criminosos então depositavam um envelope vazio em terminais bancários e enviavam o comprovante para as vítimas, juntamente com um comprovante de residência e uma foto de uma agência bancária. As imagens utilizadas eram sempre as mesmas. A única diferença, no entanto, é que os bandidos faziam uma montagem no comprovante alterando o nome do favorecido e o valor.

Prisões

Entre os presos está Marcelo Bernardes Fernandes, de 25 anos, apontado como o chefe do esquema. Gabriel Santos da Silva, 18 anos, e Gerson Cardoso Pereira, de 21 anos, também foram presos. Os produtos eram enviados para as casas de Eduarda Aguiar Serpa, de 19 anos, e Marcia Adriana Santos da Silva, de 32 anos, que também foram presas.

Ainda segundo a Polícia Civil, Marcia também ajudava a revender os aparelhos eletrônicos, uma vez que a maioria dos produtos eram recebidos dentro das caixas originais e acompanhavam notas fiscais. “A maneira como as mercadorias eram revendidas passava segurança aos clientes, que acreditavam estar comprando um produto de maneira lícita”, pontuou a delegada.

Posicionamento

Em nota, o site OLX lamentou o uso de ferramentas da internet por pessoas de má índole, e afirmou repudiar este tipo de atitude, “pois ela vai contra as regras do site”. A empresa também se dispôs a colaborar com as investigações.

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