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Brasília

PT pensa até em lançar ex-reitor da UnB na disputa pelo Buriti

Arquivo Geral

06/09/2017 7h00

Atualizada 05/09/2017 22h10

Foto: Valter Campanato/EBC

Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

Extra-oficialmente, dois nomes ganham fôlego dentro do PT para a disputa do Palácio do Buriti em 2018. Em primeiro lugar, a sigla projeta cenários tendo a presidente regional no Distrito Federal, deputada federal Érika Kokay, como cabeça de chapa. Mesmo sem estar filiado ao partido, o ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB) José Geraldo de Sousa Júnior é outro personagem cogitado por correntes da legenda. Com questões de saúde familiares para resolver, o ex-ministro Ricardo Berzoini cravou que não será candidato ao Palácio do Buriti.

Longe do planalto político, o ex-reitor seria um nome novo, com baixa rejeição e capacidade para captar os eleitores descontentes com a atual geração de políticos. Segundo personagens de destaque dentro do partido, José Geraldo nutre bom trânsito com os movimentos sociais e o público jovem. Ao mesmo tempo, também mantem ligações com a Igreja. O principal argumento contra o professor é o fato de ainda não estar filiado ao PT.

Saiba mais

  • Nas caravanas, o PT pretende conversar com lideranças locais e mapear os principais problemas.
  • A sigla prepara uma plataforma digital para escutar, dialogar e decidir junto com a militância os eixos de um programa de governo.
  • Berzoini emitiu uma nota para o partido dizendo que não pretende disputar o GDF. O deputado distrital Chico Vigilante (PT) confirmou a decisão do ex-ministro dos governos Lula e Dilma.

Militantes de longa data tem o receio que ele desenvolva um governo distante da sigla. Como ocorreu com Agnelo Queiroz, que migrou do PCdoB para se candidar para governador em 2009. Críticos também lembram de Cristovam Buarque não era filiado até a véspera da eleição de 1995. Nos dois casos, a legenda faturou a eleição mas patinou na gestão sendo derrotada na disputa eleitoral seguinte. Ressalvas semelhantes também minavam a possibilidade de Berzoini.

Por outro lado, Érika possui fortes laços com o diretório brasiliense. No último final de semana o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) do Congresso apontou Kokay como uma das “Cabeças do Congresso Nacional”, lista que aponta os 100 parlamentares mais influentes da Casa. A deputada também possui boas relações com movimentos sindicais, sociais e juventude. Por outro lado, seu nome não é novo e sofre com a crescente rejeição popular aos políticos atuais.

Congresso de petistas define sua estratégia

O PT começou os preparativos para fazer um congresso extraordinário para definir oficialmente a tática eleitoral para 2018. Nos bastidores, parte da militância defende a ideia que o encontro também defina o nome do candidato ou candidata ao GDF.

Segundo a presidente regional da sigla, Érika Kokay, alianças com partidos como PSOL, PCdoB e PDT estão no horizonte. Por outro lado, qualquer composição com o PSB, do governador Rodrigo Rollemberg, está fora de cogitação.

“Rollemberg está destruindo a cidade”, sentencia. O PT também planeja fazer caravanas em todas as regiões administrativas.

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