Duas manifestações interromperam o trânsito na BR-040, na manhã de ontem. A primeira, organizada por professores estaduais de Goiás, reuniu cerca de 100 docentes. Eles fecharam a rodovia no sentido Luziânia (GO), na Região Metropolitana do DF. Os profissionais pediam melhores condições de trabalho e reajuste salarial. Cerca de uma hora depois, antes que o primeiro movimento acabasse, passageiros indignados com a falta de transporte público e as condições estruturais dos ônibus também resolveram protestar e bloquearam o outro lado da pista.
As manifestações causaram transtornos a quem passava pelo local. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o engarrafamento chegou a quase 30km. O trânsito só foi liberado ao meio-dia.
De acordo com os professores, que lecionam em Luziânia (GO), até o dinheiro para as cópias do material distribuído aos alunos sai do bolso deles. Além disso, segundo eles, há quase três anos a categoria não recebe reajuste salarial. O protesto só terminou após negociações com a PRF, três horas depois do início da manifestação.
Passageiros
Já o movimento dos passageiros foi mais demorado. Eles fecharam a pista no sentido Brasília e atearam fogo em restos de madeira e pneus. De acordo com os manifestantes, cerca de 100 pessoas, há poucas linhas ligando as cidades goianas Jardim Ingá, Valparaíso e Luziânia, todas na Região Metropolitana, ao Distrito Federal.
Veículos velhos
Segundo os manifestantes, as empresas que operam nessa região – Viação Anapolina, G20 e Grande Brasília – disponibilizam veículos velhos para as linhas, que quebram constantemente. “Ônibus sem farol, sem freio, com assentos quebrados”, alegou o motorista Clenio Pacheco, 30 anos. “As paradas ficam entupidas de gente e os motoristas não param”, comenta a manicure Jaqueline Onorato, 24 anos.
Para liberar a pista, os manifestantes exigiam a presença de uma liderança do governo e das empresas de ônibus.