Os moradores da Estrutural fizeram uma manifestação, there ontem de manhã, viagra order às margens da rodovia, treat no sentido Taguatinga-Plano Piloto, para pressionar o governo a liberar a área conhecida como Cana do Reino para o assentamento de 2,5 mil famílias carentes que vivem na vila. Segundo a Polícia Militar, cerca de 500 pessoas participaram do protesto, mas a liderança do movimento garante que o número passou de duas mil.
Embora os manifestantes não tenham ocupado a rodovia, o trânsito ficou complicado no local, já que os motoristas reduziam a velocidade para trafegar pela Estrutural. Setenta PMs e mais 20 policiais federais foram mobilizados para fazer a segurança na via. Nenhum incidente foi registrado.
O prefeito comunitário da Estrutural, Ismael de Oliveira, liderou o movimento. Segundo ele, a reivindicação é que haja uma ocupação racional do Setor Cana do Reino, localizado próximo à Vila Estrutural. A área na qual eles querem assentar as 500 famílias pertence ao núcleo residendial Vicente Pires.
De acordo com ele, o Governo Federal manifestou interesse em destinar a área à população de baixa renda. Nesse cenário, as famílias excedentes, ou seja, que terão que sair por conta da urbanização da cidade, teriam prioridade.
Estatuto das Cidades
Ismael diz que o problema é que já existem projetos de instalação de empresas e loteamentos que não contemplam os moradores do local. Ele afirma que a Lei 10.257, de 2001, conhecida como o Estatuto das Cidades, garante que famílias nessa situação sejam removidas para área mais próxima e que o projeto habitacional não contemple apenas as cooperativas.
“Queremos ser atendidos primeiro. O Plano Habitacional foi feito para atender gente pobre e isso precisa ser respeitado. Queremos apenas que o governo libere as terras para iniciarmos a construção das nossas casas. Estão querendo destinar os cerca de 20 mil lotes somente para as cooperativas e nos jogar para áreas ruins. Por que o pobre não pode morar em uma área boa?”, questiona Ismael.
Ontem à tarde, eles conseguiram uma audiência com a Gerência Regional do Patrimônio da União (GRPU-DF), responsável pela área. Caso as negociações não avancem, os líderes do movimento prometem interditar a Via Estrutural na próxima semana. “Não estamos brincando. Queremos uma solução e, se não houver uma solução, vamos voltar com dez mil pessoas e parar a Estrutural na semana que vem”, ameaçou Paulo Batista dos Santos, representante dos moradores.
O Jornal de Brasília tentou entrevistar Lúcia Carvalho, gerente da GRPU, mas foi informado que ela viajou, a serviço, para São Paulo.
Programas de habitação
Segundo o secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma) do DF, Cássio Taniguchi, diz que realmente há um estudo para a criação de uma Área de Desenvolvimento Econômico (ADE). A previsão, informou ele, é lotear a área. Ressaltou ainda que os moradores da Estrutural que viviam em áreas irregulares – entre eles, chacareiros – foram transferidos para uma área no Núcleo Rural Monjolo, no Recanto das Emas. “Se for criado o assentamento não será para dar prioridade aos moradores da Estrutural e de Vicente Pires, mas para todos os inscritos nos programas de habitação”, disse.
A Colônia Cana do Reino surgiu no inicio dos anos 80, com 20 propriedades às margens do Córrego Cana do Reino. Atualmente, já são 40 propriedades, devido à subdivisão da chácara 10, e a ocupação total das áreas, antes livres, situadas na cabeceira do córrego e na sua margem esquerda.