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Brasília

Protesto contra morte de taxista

Arquivo Geral

27/12/2009 0h00

Uma grande carreata formada por pelo menos 200 táxis, todos com fitas pretas amarradas às antenas, deixou o Aeroporto Juscelino Kubitscheck e seguiu em direção ao Cemitério de Taguatinga. Colegas de trabalho do motorista Antônio Carneiro Arruda, 37 anos, enterrado ontem, após ser assassinado com um tiro, na quinta-feira, decidiram protestar de forma silenciosa contra a violência a que a categoria fica exposta, todos os dias.


A Polícia Civil passou a suspeitar que o taxista tenha sido vítima de algum tipo de crime passional ou motivado por vingança, já que policiais militares escutaram apenas um disparo depois que o veículo parou no acostamento da Rodovia BR-080, que liga Brazlândia a Padre Bernardo, no Entorno do Distrito Federal. No banco do motorista estava o cabo do Exército Fernando Queiroz Teixeira dos Santos, 23 anos. A principal tese é de que ele teria se suicidado após matar o taxista, que estava caído no banco de trás. No colo do militar estava uma pistola 765.

Agentes da 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia) ainda apuram as circunstâncias em que as mortes ocorreram, mas a tese de latrocínio perdeu força com a intensificação das investigações. O alvo, agora, é descobrir o que teria motivado o cabo a assassinar o motorista e se matar logo em seguida. No porta-malas do carro havia uma sacola de compras, roupas e tênis. Na carteira do militar ainda foi encontrado um cartão de visitas do taxista, o que demonstra que os dois já deviam se conhecer.


Leia mais na edição de hoje (domingo) do Jornal de Brasília 



 

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