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Brasília

Prossegue julgamento de Sebastião Curió no Fórum de Sobradinho

Arquivo Geral

05/06/2009 0h00

O promotor de Justiça Jonas Pinheiro, about it do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, seek pediu a absolvição do coronel Sebastião Curió Rodrigues de Moura. Ele aceitou a tese de legítima defesa e afirma que não há no processo nenhuma prova que possa desmentir as alegações do acusado. Curió está sendo julgado, nesta sexta-feira (5/6), no Tribunal do Júri de Sobradinho, pela acusação de homicídio qualificado e lesão corporal contra dois irmãos, menores de idade à época do crime, em 1993.


Para o promotor de Justiça, o Sebastião Curió não pode ser condenado por seu passado, mas pelos fatos que constam no processo. Ele considerou imoral a alegação de que o coronel seria um exterminador de menores e questionou o corpo de jurados sobre o fato de o réu ter prestado socorro às vítimas. “Se esse homem fosse com propósito de matar, iria prestar socorro, buscar ajuda e entregar suas armas na delegacia?”, perguntou.


O convencimento da acusação também se baseia no fato de que o depoimento do acusado tem sido o mesmo desde o primeiro interrogatório. “Não tenho como desacreditar no que ele disse até hoje”, afirmou o promotor.


Já o advogado das famílias dos menores, Augustino Pedro Veit, manteve a tese de que o réu e seu grupo armaram tocaia para eliminar os irmãos, acusados de furtarem chácaras na região de Sobradinho dos Melos. Ele contestou diversas afirmações de Curió, afirmando que não há provas nos autos sobre um tiro contra o filho do coronel, tampouco sobre um terceiro elemento que teria atirado contra o grupo na noite do fato.


Em seu depoimento, Curió afirmou que foi ao setor de chácaras, após receber um telefonema de seu filho narrando sobre um tiro, quando retornava para casa. Ele disse que comunicou o fato à 10ª Delegacia de Polícia, que destacou dois policiais para acompanhar o coronel em investigações.


Juntamente com os policiais e dois filhos, o réu diz que foi ao local onde os menores infratores dormiam e que foram recebidos a balas. Ele conta que deu dois tiros a esmo e acertou dois menores, um no abdômen (que faleceu) e outro na mão. “Se eu prestei socorro é porque não tinha a intenção de matar”, afirma.


O julgamento deve terminar no final da tarde, quando os jurados decidirão pela condenação ou absolvição do acusado. Os outros denunciados – Sebastião Curió Moura Júnior, Antônio César Nóbrega de Moura, João Bosco Fragorge e Erycson Boueri Coqueiro – já foram julgados e absolvidos.

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