
Manuela Rolim e Daniel Cardozo
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As propostas anunciadas pelo GDF para aumentar a arrecadação, que incluem aumento de impostos, provocaram polêmica entre a população. Nos postos de combustível, por exemplo, os clientes reagiram com preocupação ao saberem dos possíveis reajustes no preço da gasolina (leia mais sobre as medidas na página 3).
De acordo com o policial civil Rheyter Souza, 32 anos, é um absurdo aceitar que os próprios brasilienses terão de pagar as contas do governo. “Sou totalmente contra essas medidas, seremos punidos pelo rombo no GDF. Em 2016, vamos ter que trabalhar apenas para pagar esse aumento”, desabafa.
Ele ressalta ainda que, no geral, não é contra os impostos, desde que eles sejam aplicados da maneira correta e reflitam em benefícios para a saúde, educação infraestrutura. “A situação das estradas está precária, assim como nos hospitais e escolas. Além disso, a diminuição no preço do etanol não atende toda a população como a gasolina, que vai passar a ser uma preocupação de todos após o aumento”, afirma.
“Impotência”
O estudante Rodolfo Romano Alves, 23 anos, que possui uma motocicleta, diz que se sente impotente diante de todas as mudanças previstas para o próximo ano. “Minha moto não é flex, ou seja, não tenho a possibilidade de escolher o etanol, que é uma opção mais barata. O que me deixa mais revoltado é que não temos alternativa, apenas vamos ter que aceitar pagar “, conta.