Daniel Cardozo
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De um lado, o clássico brasileiro das décadas de 1960, 1970 e 1980, o Puma. De outro, a lenda americana que faz sucesso há quase 50 anos, o Chevrolet Corvette. O que os dois míticos carros têm em comum além de charme e esportividade? Ambos serão homenageados pela promoção Máquinas do Passado, do Jornal de Brasília. Devido ao grande sucesso, na próxima semana estarão disponíveis selos para troca de um dos dois modelos disponíveis.
Com uma fórmula bastante conhecida, o Puma teve diferentes versões que foram sonhos de consumo décadas atrás. A carroceria, sempre de fibra de vidro, e motor e suspensão que buscavam sempre o melhor desempenho, essas foram as características dos esportivos da fabricante brasileira, que também produziu ônibus e caminhões.
Em 1966, foi lançado o primeiro da família, o Puma GT. O modelo já trazia as linhas características da marca, a posição de dirigir quase no chão, os faróis redondos e o motor refrigerado a ar. A versão originou as futuras GTE, com pequenas modificações, Spyder, primeiro carro conversível fabricado pela empresa, GTS e GTC.
Luxo
Os modelos feitos pela fábrica eram sinônimo de luxo, chegando a custar o equivalente a mais de R$ 100 mil, em valores convertidos. Até que em 1986, a Puma passou por dificuldades financeiras que a fizeram entrar em decadência. Poucos carros de passeio foram produzidos a partir daí, com a fabricante voltando suas forças para os caminhões e os ônibus. Em 1999, o último veículo foi vendido e, assim, as atividades foram encerradas.
O fim da fabricação trouxe mais exclusividade ao modelo, que ainda é cobiçado por colecionadores. É o caso do servidor público Fernando Salgueiro, dono de um GTS ano 1977.
O membro do clube do Puma comprou o carro ainda no começo dos anos 1980, ficou com o veículo durante seis anos e teve de trocar de veículo, porque a família cresceu, com o nascimento da primeira filha. “Resolvi comprar o carro de novo. Procurei em todo lugar, pela internet, com a numeração do chassi e encontrei em Belo Horizonte, há seis anos”, contou.
O Puma é o único carro antigo de Fernando, que não vê necessidade em adquirir outros. “Não preciso de outros. Eu gosto mesmo é de Puma. Já me ofereceram R$ 36 mil, mas eu não quis vender”, garantiu.