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Brasília

Promessa de mudança para os moradores da Fercal

Arquivo Geral

11/03/2014 7h20

Um lugar jogado às traças. A definição é dos moradores e comerciantes da Fercal. Cansados dos problemas que os afetam, eles até fizeram um protesto, ontem, na DF- 150, quando interditaram a estrada com restos de pneus e madeira. Os principais pedidos foram a implementação de linhas de transporte escolar e melhorias em  pistas que cortam a cidade. 

Um dos locais problema citados pelos moradores é a pista que liga à Escola Classe Engenho Velho, na Quadra 3, uma das poucas da redondeza. Boa parte da via está esburacada e ainda é de terra batida. Segundo moradores, com a chuva, a situação piora ainda mais. 

Sujeira

“Os poucos ônibus escolares que circulam por aqui não descem até lá embaixo, na área próxima à Quadra 7, pelas condições da pista. Meu filho precisa subir a pé, sujando a roupa e os sapatos, para conseguir pegar o ônibus em uma parada mais acima”, reclama a dona de casa Sinhorinha Aragão, 47. Ela observa que quando chove é pior: “Carros atolam e fica impossível passar andando.”

Na escola – que atende alunos de 5 a 10 anos da Fercal I, II, Alto Bela Vista  – a vice-diretora, Denise Carolina, 35 anos, confirma a versão dos alunos e familiares. “Profissionais de gestões anteriores já solicitaram a reforma dessa pista à administração, mas nada foi feito”, observa.

Prejuízo

Ela diz que, em função das péssimas condições da via, e por não passar ônibus escolares, a escola precisa liberar os alunos mais cedo para que eles se dirijam, sozinhos, até a parada mais próxima para usar o transporte comum. “Muitos moram a quase dois quilômetros daqui”, observa.

Ora poeira, ora lama
 
Os comerciantes também sofrem com a situação na Fercal. Proprietário de um salão de beleza e armarinho na rua próximo à escola há 20 anos, Manoel Elias, 47 anos, conta que os problemas na Fercal são antigos e que o péssimo estado da pista atrapalha o acesso dos clientes ao comércio. 
 
“Aqui sempre falta dinheiro para concluir as obras. Já faz mais de dez anos que esse asfalto não é recapeado. No começo de fevereiro deste ano colocaram umas manilhas nas calçadas aqui em volta, indicando que finalmente iriam começar os reparos, mas até agora nada foi feito”, diz.
 
Ele também reclamou do sistema de águas pluviais. “Quando chove a rua vira um verdadeiro rio”, diz.
jeitinho.O comerciante conta que colocou uma ripa de madeira, de 30 centímetros, na porta da loja dele, na tentativa de conter a entrada da água, mas não adiantou. “Sempre que chove o salão alaga e enche de lama”, lamenta Manoel Elias. 

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