Menu
Brasília

Projeto prevê a destinação de R$ 12 milhões para construir cinco edifícios

Arquivo Geral

25/05/2009 0h00

Infiltrações, information pills vazamentos, help insegurança, nurse escuridão, sujeira. O caos tomou conta da Casa do Estudante Universitário (CEU) da Universidade de Brasília (UnB), composta por 92 apartamentos em dois blocos. Há anos os estudantes reclamam das situações precárias das instalações do local. Algumas rachaduras nas paredes, por exemplo, são tão profundas que é possível ver
o que há do outro lado da parede.


No apartamento do estudante L., que preferiu não se identificar, a infiltração é tão grande que já estragou a madeira do armário da cozinha. “A estrutura está muito precária aqui. Além das infiltrações ainda tem muita sujeira e proliferaçãode insetos”, garante L. Diego Borges, 21 anos, estudante de Artes Cênicas, também reclama do excesso de sujeira que entra em seu apartamento. “Existe um buraco embaixo do meu fogão que é por onde entram as baratas e a poeira”, mostrou Diego à reportagem do Jornal de Brasília.


Além disso, no apartamento em que ele divide com três pessoas, há problemas com o interfone, que, segundo o estudante, nunca funcionou em nenhum dos apartamentos em
que ele morou. Os fios expostos oferecem risco de choque elétrico. “A gente chega e já está assim”, diz.


O apartamento, bem arrumado se comparado a outros do prédio, foi reformado pelos próprios moradores. Eles fizeram a pintura e colocaram divisórias para separar as camas na parte de cima. O dinheiro gasto foi do bolso deles. “É tudo burocrático. Temos que entrar comum pedido quando queremos que arrume alguma coisa. Aí demora para eles virem ajeitar”, reclama.


As reclamações são constantes. Albert Carneiro, 21, também estudante de Artes Cênicas, acha que a estrutura dos apartamentos não é a ideal. “A gente não tem privacidade dentro do apartamento. Além disso, alguns moradores fazem festa e não têm limite de horário, incomodam os outros moradores”, reclama.


A “falta de uma administração dedicada da UnB” seria o principal problema, segundo a presidente administrativa da Associação de Moradores da CEU (AMCEU), Vânia Silva. “Desde de 2007 a AMCEU vem tentando se comunicar com o ecanato
de Assuntos Comunitários. Já levamos propostas para ter melhorias e ter um melhor convívio entre os moradores”, afirma Vânia.


Ela também reclama que a segurança é precária. “Já roubaram bicicletas aqui e a cabine do porteiro fica em frente ao bicicletário”, conta. Segundo a presidente administrativa da AMCEU, em reuniões com moradores, o Decanato de Assuntos Comunitários prometeu melhorar a segurança, mas não há previsão de quando isso ocorrerá.


Moradores isolados


As portas de incêndio da CEU estão trancadas devido à falta de segurança para vigiá-las. Os longos corredores só têm saída para a entrada principal. Em caso de fogo, os moradores só podem utilizar tal saída.


Além disso, a linha de ônibus que passa pela CEU mudou. Ao invés de passar a cada 20 minutos, agora passa a cada hora e os moradores são obrigados esperar muito tempo para
poder sair do local. O Jornal de Brasília entrou em contato com a Secretaria de Comunicação da UnB para comentar o assunto. Segundo a assessoria, a decana de Assuntos Comunitários não teria tempo para conversar sobre problemas da CEU.


Em 8 de maio passado o projeto da nova CEU foi apresentado em uma audiência pública. A proposta é construir cinco edifícios ao lado da Colina (próximo à L3 Norte), com 150 apartamentos com quatro quartos individuais, cada. A verba destinada a esse projeto, mais de R$ 12 milhões, ajudaria a dar mais segurança aos moradores, além de permitir um melhor acesso ao transporte público. Segundo a nova proposta, os novos prédios teriam capacidade
para o total de 600 alunos, 48 vagas a mais do que no prédio antigo. Ainda não há data prevista para o início das obras.








  SAIBA +

A Moradia Estudantil, programa do Decanato de Assuntos Comunitários (DAC) da UnB, com o apoio da Prefeitura do Campus, está inserida na política de assistência estudantil e visa assegurar condições de permanência na Universidade de Brasília aos estudantes de baixa renda, priorizando, dentre estes, os que não possuam residência fixa no Distrito Federal.


O encaminhamento dos novos estudantes beneficiários é realizado pelo Serviço de Moradia Estudantil (SME) de acordo com a disponibilidade de vagas nos apartamentos e levando em consideração, quando possível, os perfis de ocupação dos imóveis.


Os novos ocupantes dos apartamentos recebem a lista com o número dos imóveis com vagas disponíveis e têm que procurar, de porta em porta, um que queira ocupar. Os novos oradores passam 15 dias em período de teste e, caso não se adaptem à rotina do apartamento,  procuram por outro imóvel que tenha mais a ver com o perfil deles.


 


 


 


 


 


 


 



VOCÊ, LEITOR!
O que acha da estrutura da CEU? Comente!


 


 


 


 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado