Estudantes do 4° ano da Escola Classe Ipê terão a oportunidade de passar adiante conhecimentos valiosos sobre meio ambiente, saúde e preservação da natureza. Durante a 23ª edição do Projeto Preservar, realizado pela Farmacotécnica, após um processo formativo, os alunos se tornam futuros monitores do Projeto Preservar e ajudam a receber os visitantes de uma iniciativa que, há mais de duas décadas, aposta na educação ambiental como caminho para formar novas gerações mais conscientes.
O Preservar acontece este ano entre os dias 24 de agosto e 4 de setembro, na Chácara da Farmacotécnica, no Núcleo Rural Vargem Bonita, em Brasília. A iniciativa recupera saberes sobre as plantas medicinais transmitidos entre gerações, conhecimentos que durante muito tempo passaram de avós para filhos e netos e fizeram parte da rotina das famílias, e os aproxima da ciência, da educação ambiental e do cuidado com o Cerrado.
Ao conhecerem as plantas e suas possibilidades de uso, as crianças aprendem também que o fato de um produto ser natural não dispensa cuidados. O projeto trabalha a importância do uso responsável, da orientação de adultos e profissionais e do acesso à informação, aproximando os saberes tradicionais do conhecimento científico. “A chácara faz parte da história da nossa família há mais de 40 anos. Foi onde vivemos quando crianças e onde começou a paixão do meu pai pelo cultivo das plantas medicinais. O Preservar nasceu também desse desejo de compartilhar e manter vivo um conhecimento que, durante muito tempo, foi passado de geração em geração. Chegar à 23ª edição e perceber que continuamos levando esse aprendizado a tantas crianças é muito especial para nós”, afirmou Rogy Tokarski, CEO da Farmacotécnica.
Na Chácara da Farmacotécnica, o cultivo de mais de 50 espécies de plantas medicinais se transforma em uma sala de aula a céu aberto. Em contato direto com a natureza, os participantes conhecem diferentes espécies, suas características e usos e aprendem sobre biodiversidade, preservação do Cerrado, conservação do solo e da água, práticas sustentáveis e uso responsável das plantas medicinais.
Quando o aluno passa a ensinar
Na edição deste ano, a participação da Escola Classe Ipê ganha um significado especial. A instituição tem a educação ambiental como parte de sua identidade e desenvolve ações voltadas ao contato das crianças com a natureza, à preservação do Cerrado e à formação de cidadãos conscientes.
Antes de assumirem o papel de monitores, os alunos do 4º ano passam por um processo formativo sobre plantas medicinais, biodiversidade, sustentabilidade, saúde e preservação ambiental. O processo também estimula habilidades como comunicação, responsabilidade, trabalho em equipe e liderança.
A proposta é fazer com que o conhecimento circule de outra maneira: a criança que aprende também ensina. Ao receberem os visitantes e compartilharem o conteúdo construído ao longo desse processo, os estudantes deixam de ocupar apenas o lugar de participantes e se tornam multiplicadores do conhecimento.
“Mais do que uma preparação para que os alunos atuem como monitores, pensamos em um processo formativo, em uma experiência de aprendizagem que culmina no protagonismo das crianças. Ao compartilharem com os visitantes o conhecimento construído ao longo desse percurso, elas se tornam multiplicadoras e desenvolvem também habilidades como comunicação, responsabilidade, trabalho em equipe e liderança”, explicou Gabriele Diniz, supervisora pedagógica da Escola Classe Ipê.
Durante as visitas, os estudantes percorrem a chácara e participam de atividades que abordam de maneira prática e acessível temas relacionados à sustentabilidade, à preservação ambiental e ao uso responsável das plantas medicinais. A experiência abre espaço ainda para apresentar aos participantes outras dimensões da profissão farmacêutica. A partir do cultivo e das diferentes aplicações das plantas medicinais, o Preservar aproxima os visitantes de conhecimentos relacionados à pesquisa, à manipulação e ao desenvolvimento de produtos, ampliando a percepção sobre as possibilidades de atuação do farmacêutico como profissional de saúde.
Segundo Rogério Tokarski, fundador da Farmacotécnica, “o Preservar é um projeto que a Farmacotécnica desenvolve e mantém há 23 anos porque acreditamos na educação como uma forma de perpetuar conhecimento. Queremos que as novas gerações conheçam as plantas medicinais, entendam a importância de preservar o Cerrado e, ao mesmo tempo, aprendam que esse saber precisa estar associado ao uso responsável e à orientação adequada. Celebrar os 50 anos da Farmacotécnica com mais uma edição do projeto reforça esse compromisso com o futuro”.